sábado, 17 de novembro de 2012

(Devocional) Fé sem obras? - Tiago 2:14-26

Sábado, 17 de Novembro de 2012
Leitura Bíblica Diária: Tiago 1-5*

"Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem. Mas, ó homem vão, queres tu saber que a fé sem as obras é morta? Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada. E cumpriu-se a Escritura, que diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus. Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé. E de igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários, e os despediu por outro caminho? Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta."
Tiago 2:14-26 

Este texto é um texto muito conhecido. Até os inimigos da Bíblia parecem conhecer de cor estes versículos e usam-nos como exemplo de que a Bíblia se contradiz. A acusação é a de que existe contradição entre estas linhas de Tiago e, por exemplo Efésios 2:8-9 ou grande parte do livro de Romanos. Ponto prévio, a Bíblia é uma unidade e não existe nela contradição. Todos os outros livros são palha comparados com a santa Palavra de Deus. Tiago, sob inspiração do Espírito Santo, dá-nos aqui uma grande lição sobre as características da fé que salva. A fé que salva é em primeiro lugar, uma fé viva que se manifesta naturalmente através de obras (vs. 15-17). Alguém que diz que tem fé e nenhuma diferença tem em relação ao mundo que coloca as suas próprias necessidades à frente das dos outros, é um mentiroso. Uma fé sem obras é morta, ou seja, não existente. A fé mostra-se, naturalmente, através das obras. Como é colocado por Paulo, “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.” (Ef. 2:10). Ter fé não é o mesmo do que acreditar em alguma coisa. A mera crença na existência de Deus não salva ninguém (v. 19). A fé salva e regenera, o verdadeiro filho de Deus conhece-se pelas suas obras, da mesma maneira que conhecemos uma árvore pelos seus frutos. Os filhos de Deus devem obedecer à Palavra de Deus não para serem salvos, mas porque são salvos.               

Nota: Ao seguir a recomendação de Leitura Bíblica Diária, irá ler num ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e Salmos (duas vezes).   

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

(Devocional) Perigos da fidelidade - I Crónicas 12:1-22

Sexta-feira, 16 de Novembro de 2012
Leitura Bíblica Diária: I Crónicas 11-15*

"Estes, porém, são os que vieram a Davi, a Ziclague, estando ele ainda escondido, por causa de Saul, filho de Quis; e eram dos valentes que o ajudaram na guerra. Estavam armados de arco, e usavam tanto da mão direita como da esquerda em atirar pedras e em atirar flechas com o arco; eram dos irmãos de Saul, benjamitas. Aiezer, o chefe, e Joás, filho de Semaa, o gibeatita, e Jeziel e Pelete, filhos de Azmavete; e Beraca, e Jeú, o anatotita, e Ismaías, o gibeonita, valente entre os trinta, líder deles; e Jeremias, e Jaaziel, e Joanã, e Jozabade, o gederatita, Eluzai, e Jerimote, e Bealias, e Samarias, e Sefatias, o harufita, Elcana, Issias, Azarel, Joezer, e Jasobeão, os coraítas, e Joela, e Zabadias, filhos de Jeroão de Gedor. E dos gaditas se desertaram para Davi, ao lugar forte no deserto, valentes, homens de guerra para pelejar, armados com escudo e lança; e seus rostos eram como rostos de leões, e ligeiros como corças sobre os montes: Ezer, o primeiro; Obadias, o segundo; Eliabe, o terceiro; Mismana, o quarto; Jeremias, o quinto; Atai, o sexto; Eliel, o sétimo; Joanã, o oitavo; Elzabade, o nono; Jeremias, o décimo; Macbanai, o undécimo; estes, dos filhos de Gade, foram os capitães do exército; o menor tinha o encargo de cem homens e o maior de mil. Estes são os que passaram o Jordão no primeiro mês, quando ele transbordava por todas as suas ribanceiras, e fizeram fugir a todos os dos vales ao oriente e ao ocidente. Também alguns dos filhos de Benjamim e de Judá vieram a Davi, ao lugar forte. E Davi lhes saiu ao encontro, e lhes falou, dizendo: Se vós vindes a mim pacificamente e para me ajudar, o meu coração se unirá convosco; porém, se é para me entregar aos meus inimigos, sem que haja deslealdade nas minhas mãos, o Deus de nossos pais o veja e o repreenda. Então veio o espírito sobre Amasai, chefe de trinta, e disse: Nós somos teus, ó Davi, e contigo estamos, ó filho de Jessé! Paz, paz contigo, e paz com quem te ajuda, pois que teu Deus te ajuda. E Davi os recebeu, e os fez capitães das tropas. Também de Manassés alguns passaram para Davi, quando veio com os filisteus para a batalha contra Saul; todavia Davi não os ajudou, porque os príncipes dos filisteus, tendo feito conselho, o despediram, dizendo: À custa de nossas cabeças passará a Saul, seu senhor. Voltando ele, pois, a Ziclague, passaram-se para ele, de Manassés, Adna, Jozabade, Jediael, Micael, Jozabade, Eliú, e Ziletai, capitães de milhares dos de Manassés. E estes ajudaram a Davi contra aquela tropa, porque todos eles eram heróis poderosos, e foram capitães no exército. Porque naquele tempo, dia após dia, vinham a Davi para o ajudar, até que se fez um grande exército, como o exército de Deus."
I Crónicas 12:1-22  

Após a morte de Saúl, tornou-se claro para muitos que o próximo rei de Israel teria de ser David. Há alguns anos que David fugia de Saúl, acompanhado com cerca de 600 homens e aguardando o momento certo para ocupar um trono que ele sabia ser seu. Este era um reino que duraria para sempre e era necessário preparar as coisas com calma e paciência. Os planos de longo prazo não são muito populares nos dias que correm onde estamos habituados ao imediato e instantâneo. David não foi feito rei imediatamente após a morte de Saúl. Legalmente, o trono pertencia à casa de Saúl. No entanto muitos foram os que se foram juntando a David, apoiando-o e levando-o até ao trono. Até muitas pessoas da tribo de Benjamim, a tribo do Saúl, se juntaram a David (v. 16). Como justificar esta aparente traição? Acima de tudo era algo que todos sabiam ser a vontade de Deus. David não havia simplesmente decidido ser rei. David havia sido escolhido por Deus e ungido rei por Samuel. O que nós sabemos ser a vontade de Deus ganha prevalência sempre que entra em conflito com as leis de um país. Muitos dos nossos irmãos e irmãs pelo mundo fora estão presos por terem desobedecido às injustas leis de seus países e feito coisas justas tais como, distribuir Bíblias e literatura cristã, reunido para adorar a Deus ou simplesmente se recusado a renunciar ao nome do Senhor Jesus. Vale a pena servir a Deus sejam o que for que nos arrisquemos a perder neste mundo.            

Nota: Ao seguir a recomendação de Leitura Bíblica Diária, irá ler num ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e Salmos (duas vezes).   

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

(Devocional) A importância dos sentinelas - Amós 7:1-9

Quinta-feira, 15 de Novembro de 2012
Leitura Bíblica Diária: Amós 6-9*

"O SENHOR DEUS assim me fez ver, e eis que ele formava gafanhotos no princípio do rebento da erva seródia, e eis que era a erva seródia depois de findas as ceifas do rei. E aconteceu que, tendo eles comido completamente a erva da terra, eu disse: Senhor DEUS, perdoa, rogo-te; quem levantará a Jacó? pois ele é pequeno. Então o SENHOR se arrependeu disso. Não acontecerá, disse o SENHOR. Assim me mostrou o Senhor DEUS: Eis que o Senhor DEUS clamava, para contender com fogo; este consumiu o grande abismo, e também uma parte da terra. Então eu disse: Senhor DEUS, cessa, eu te peço; quem levantará Jacó? pois é pequeno. E o SENHOR se arrependeu disso. Nem isso acontecerá, disse o Senhor DEUS. Mostrou-me também assim: e eis que o Senhor estava sobre um muro, levantado a prumo; e tinha um prumo na sua mão. E o SENHOR me disse: Que vês tu, Amós? E eu disse: Um prumo. Então disse o Senhor: Eis que eu porei o prumo no meio do meu povo Israel; nunca mais passarei por ele. Mas os altos de Isaque serão assolados, e destruídos os santuários de Israel; e levantar-me-ei com a espada contra a casa de Jeroboão."
Amós 7:1-9  

Esta passagem é muito interessante. Nela vemos uma importante parte do ministério de Amós. Deus mostra-lhe o que estava prestes a fazer ao povo em consequência dos seus pecados. Na primeira vez, Deus revela-lhe que iria enviar uma grande praga de gafanhotos. Amós intercede pelo povo. Como escapariam eles de tão grande crise? De seguida Deus mostra-lhe que iria usar fogo para julgar a terra. Mais uma vez vemos o profeta a pleitear com Deus pelo seu povo. De ambas as vezes Deus escuta a oração de Amós e decide mudar o Seu julgamento. A primeira coisa que é interessante é que vemos Amós interceder por um povo que o tinha rejeitado e desprezado. Aprendemos que não devemos orar só pelos nossos amigos. O Senhor Jesus ensina-nos a orar pelos nossos inimigos. Também nós conhecemos o grave castigo que pende sobre as cabeças de todos à nossa volta que ainda não se arrependeram. Podemos e devemos orar por aqueles que ainda não se salvaram. Este ministério de intercessão é algo que pode ser exercido por todos. Nem todos terão a energia para correr e saltar. Não será a todos que serão dadas capacidades para pregar e anunciar. Mas todos, em qualquer situação, podem interceder em oração pelas outras pessoas. Nesta passagem muitos foram poupados devido à intercessão de um só homem. Todos podemos ser intercessores a favor dos nossos amigos e inimigos, das nossas famílias, das nossas igrejas e da nossa nação.

Nota: Ao seguir a recomendação de Leitura Bíblica Diária, irá ler num ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e Salmos (duas vezes).   

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

(Devocional) O poder da oração sincera - Lc. 1:5-25

Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012
Leitura Bíblica Diária: Lucas 1*

"Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judeia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; e o seu nome era Isabel. E eram ambos justos perante Deus, andando sem repreensão em todos os mandamentos e preceitos do Senhor. E não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e ambos eram avançados em idade. E aconteceu que, exercendo ele o sacerdócio diante de Deus, na ordem da sua turma, segundo o costume sacerdotal, coube-lhe em sorte entrar no templo do Senhor para oferecer o incenso. E toda a multidão do povo estava fora, orando, à hora do incenso. E um anjo do Senhor lhe apareceu, posto em pé, à direita do altar do incenso. E Zacarias, vendo-o, turbou-se, e caiu temor sobre ele. Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João. E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento, porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe. E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus, e irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto. Disse então Zacarias ao anjo: Como saberei isto? pois eu já sou velho, e minha mulher avançada em idade. E, respondendo o anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas. E eis que ficarás mudo, e não poderás falar até ao dia em que estas coisas aconteçam; porquanto não creste nas minhas palavras, que a seu tempo se hão de cumprir. E o povo estava esperando a Zacarias, e maravilhava-se de que tanto se demorasse no templo. E, saindo ele, não lhes podia falar; e entenderam que tinha tido uma visão no templo. E falava por acenos, e ficou mudo. E sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou para sua casa. E, depois daqueles dias, Isabel, sua mulher, concebeu, e por cinco meses se ocultou, dizendo: assim me fez o Senhor, nos dias em que atentou em mim, para destruir o meu opróbrio entre os homens."
Lucas 1:5-25  

Vemos aqui os acontecimentos que antecederam o nascimento de João Baptista, primo e anunciador da vinda de Jesus Cristo. Zacarias era sacerdote e, de acordo com o calendário anual de serviço das diferentes turmas de sacerdotes, havia chegado a dia em que caberia a ele apresentar o sacrifício diário de incenso no templo. No entanto o sacrifício não correu da mesma forma dos outros anos. O anjo Gabriel (v. 19) aparece-lhe trazendo uma mensagem de esperança. Isabel, a esposa de Zacarias, era estéril e, sendo ambos avançados em idade, nunca haviam tido filhos. Sabemos, pelas palavras do anjo, que, apesar de todos os factos apontarem para a impossibilidade de eles terem filhos, que eles haviam continuado a orar a Deus por esta graça (v. 13). Deus é superior aos problemas e à própria natureza. Nada na criação representa um limite para o Criador. A fé que orienta as nossas orações deve ser a fé num Deus capaz de realizar o impossível. Apesar de ter evidenciado fé na oração, a primeira reacção de Zacarias ao anúncio do anjo é uma de descrença (v. 18). Será que acreditamos que Deus é capaz de atender às orações que Lhe dirigimos? Será que as nossas orações são feitas por hábito ou por religiosidade? Precisamos de ganhar consciência que quando oramos estamos a comunicar com o Deus Todo-Poderoso. Deus usou Zacarias e o seu filho João Baptista de uma forma maravilhosa. Quanto mais confiarmos em Deus, melhor será o nosso relacionamento com Ele e a nossa utilidade para a Sua obra.   

Nota: Ao seguir a recomendação de Leitura Bíblica Diária, irá ler num ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e Salmos (duas vezes).  

terça-feira, 13 de novembro de 2012

(Devocional) Firme fundamento - Hebreus 11:1-3

Terça-feira, 13 de Novembro de 2012
Leitura Bíblica Diária: Hebreus 11-13*

"Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem. Porque por ela os antigos alcançaram testemunho. Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente."
Hebreus 11:1-3  

Temos aqui uma das melhores definições de fé. Ela é aqui descrita como sendo um firme fundamento. Será que entendemos o que a Bíblia nos diz aqui? Uma crença que existe hoje e que amanhã se esfuma ante a mais pequena nas contrariedades, não é fé. Também não é fé a confiança cega do tolo em si mesmo ou nas capacidades, desejos e projectos humanos, seus ou de outro. Esta não é fé porque muitas vezes aquilo que se esperou, não se concretiza. A fé bíblica é um firme fundamento quando colocada em Deus, no Seu poder e na Sua vontade. Ele é o autor e consumador da nossa fé. Quando colocada em Deus, a nossa confiança será sempre recompensada. A fé bíblica é a única ferramenta que pode ser usada para ver aquilo que é invisível. Na verdade, aquilo que existe de mais importante e mais seguro, porque eterno, é aquilo que os olhos de carne não conseguem ver. No entanto aquilo que os homens, na sua vã confiança, não conseguem ver, é perfeitamente visível ao que crê. O autor de Hebreus dá-nos o exemplo da criação do mundo para que possamos entender melhor. Tudo aquilo que vemos à nossa volta foi criado pela palavra de Deus (invisível). Portanto, o que é invisível aos olhos da carne é superior. Por terem a sua fé correctamente colocada no Deus vivo e verdadeiro, os nossos antepassados conseguiram viver vidas aceitáveis e vitoriosas (v. 2). Você tem esta fé?     

Nota: Ao seguir a recomendação de Leitura Bíblica Diária, irá ler num ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e Salmos (duas vezes).  



segunda-feira, 12 de novembro de 2012

(Devocional) Um nome - I Crónicas 8:33-40

Segunda-feira, 12 de Novembro de 2012
Leitura Bíblica Diária: I Crónicas 6-10*

"E Ner gerou a Quis, e Quis gerou a Saul; e Saul gerou a Jônatas, a Malquisua, a Abinadabe, e a Esbaal. E filho de Jônatas foi Meribe-Baal; e Meribe-Baal gerou a Mica. E os filhos de Mica foram: Pitom, Meleque, Tareá, e Acaz. E Acaz gerou a Jeoada; e Jeoada gerou a Alemete, e a Azmavete, e a Zinri; e Zinri gerou a Moza, e Moza gerou a Bineá, cujo filho foi Rafa, de quem foi filho Eleazá, cujo filho foi Azel. E teve Azel seis filhos, e estes foram os seus nomes: Azricão, Bocru, Ismael, Searias, Obadias, e Hanã; todos estes foram filhos de Azel. E os filhos de Ezeque, seu irmão: Ulão, seu primogênito, Jeús o segundo e Elifelete o terceiro. E foram os filhos de Ulão homens heróis, valentes, e flecheiros destros; e tiveram muitos filhos, e filhos de filhos, cento e cinquenta; todos estes foram dos filhos de Benjamim."
I Crónicas 8:33-40 

Este capítulo é dedicado à descrição dos descendentes da tribo de Benjamim. Esta descrição é reforçada devido ao facto de Saúl, o primeiro rei de Israel, fazer parte desta tribo. A história de Saúl é uma triste história de alguém que se auto destrói por se ter afastado progressivamente dos caminhos do Senhor. Mais uma vez, podemos aprender com os nomes que são aqui mencionados. Nos nomes que são escolhidos para os filhos e descendentes de Saúl, encontramos nomes dos ídolos que Deus havia ordenado que os filhos de Israel se afastassem. Esbaal e Meribe-Baal são apenas dois exemplos. Os israelitas levavam muito a sério os nomes escolhidos para os seus filhos. Ao longo de toda a Bíblia vemos que o significado dos nomes era valorizado e, até, usado por Deus para chamar para o ministério. O Próprio Deus mudava os nomes das pessoas para os adequar à vida que tinha planeado para elas (Abraão, Sara, Pedro, Paulo, etc.). Aqui vemos como Saúl escolheu nomes de deuses falsos para os seus filhos. Este grande desvio de Saúl começou com um primeiro passo de desobediência, com um primeiro incidente de pecado não confessado, com apenas um dia de não consultar a vontade do Senhor. Não nos imaginamos a adorar falsos deuses, nem envolvidos com cultos demoníacos. No entanto, caminhamos nessa direcção sempre que nos deixamos afastar de Deus. Se se consegue lembrar de algum tempo em que esteve mais próximo de Deus do que está hoje, é para lá que deve voltar.      

Nota: Ao seguir a recomendação de Leitura Bíblica Diária, irá ler num ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e Salmos (duas vezes).     

sábado, 10 de novembro de 2012

(Devocional) Porquê Louvar? - Salmo 147:1-11

Domingo, 11 de Novembro de 2012
Leitura Bíblica Diária: Salmos 146-150*

"Louvai ao SENHOR, porque é bom cantar louvores ao nosso Deus, porque é agradável; decoroso é o louvor. O SENHOR edifica a Jerusalém, congrega os dispersos de Israel. Sara os quebrantados de coração, e lhes ata as suas feridas. Conta o número das estrelas, chama-as a todas pelos seus nomes. Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; o seu entendimento é infinito. O SENHOR eleva os humildes, e abate os ímpios até à terra. Cantai ao SENHOR em ação de graças; cantai louvores ao nosso Deus sobre a harpa. Ele é o que cobre o céu de nuvens, o que prepara a chuva para a terra, e o que faz produzir erva sobre os montes; o que dá aos animais o seu sustento, e aos filhos dos corvos, quando clamam. Não se deleita na força do cavalo, nem se compraz nas pernas do homem. O SENHOR se agrada dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia."
Salmo 147:1-11  

O livro dos Salmos é conhecido por ser o livro dos louvores do povo de Israel. Assim, não é de espantar que os útimos salmos sejam dedicados ao tema do louvor. Neste salmo encontramos várias razões para louvar. Em primeiro lugar devemos louvar porque isso é bom. Como crentes salvos por Jesus, temos o chamado para seguir o bem em vez do mal, somos luz no meio de trevas. Assim, tudo o que for bom, deve ser preferido por nós. Em segundo lugar o louvor é uma actividade agradável. Todos preferem elogios a críticas. Ser-nos-á útil concentrarmo-nos nas qualidade de Deus em vez de nos ocuparmos dos defeitos dos outros. É uma agradável ocupação do nosso tempo. Em terceiro lugar, o louvor é decoroso. Decoroso diz respeito à beleza pura, sem defeito ou desonra. Louvar a Deus é algo que está acima de suspeitas, se feito com um coração sincero é algo que não busca os seus próprios interesses. Quando louvamos a Deus esquecemo-nos de nós e concentramo-nos em Quem merece toda a nossa atenção. No restante desta passagem, o salmista diz que devemos louvar porque Deus é merecedor. Ele é o Único Criador, Salvador e Todo-Poderoso. Por vezes certas pessoas recebem elogios de tal forma grandiosos que depois são negados pela forma como vivem as suas vidas. Com Deus isso não acontecerá. Com Ele o nosso louvor está seguro, Ele não falhará.

Nota: Ao seguir a recomendação de Leitura Bíblica Diária, irá ler num ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e Salmos (duas vezes).