sexta-feira, 8 de junho de 2012

Quem Te não temerá?


"E vi outro grande e admirável sinal no céu: sete anjos, que tinham as sete últimas pragas; porque nelas é consumada a ira de Deus. E vi um como mar de vidro misturado com fogo; e também os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos. Quem te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso todas as nações virão, e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos." 
Apocalipse 15:1-4


O livro de Apocalipse é também um livro sobre a manifestação futura da ira de Deus sobre a terra. Os críticos dizem que se trata da prova de que o Deus da Bíblia é um tirano sanguinário. No entanto trata-se de uma excelente prova de que o Deus que servimos é um Deus de graça e amor. Como? Quando o v. 1 fala sobre as sete pragas consumadoras da ira divina, como é que isso prova o amor de Deus? Basta pensarmos há quanto tempo é que estas palavras estão escritas. Há dois mil anos que está anunciada a consumação da ira de Deus. Como Deus é paciente! Ninguém é obrigado receber a ira de Deus, toda a humanidade está convidada para o Seu perdão e para a Ceia das bodas do Cordeiro. No v. 2 vemos os vitoriosos, aqueles que, durante a tribulação, não se submeteram ao anticristo. No entanto esta vitória está anunciada e é certa para todos aqueles que se arrependem e aceitam o Salvador. Deus é maravilhoso! Por isso é que sabemos que vão existir hinos de louvor a Ele por toda a eternidade. Porque Ele é merecedor da nossa adoração. Devemos pensar nisto quando nos preparamos para cantar a Ele nos cultos da nossa igreja. Quantas palavras é que cantamos sem o nosso coração dar por isso! Afinal de contas, podemos fazer a mesma pergunta, quem não temerá ao Senhor? No final são Dele e para Ele todas as coisas.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Fracos Substitutos


"Todos os artífices de imagens de escultura são vaidade, e as suas coisas mais desejáveis são de nenhum préstimo; e suas próprias testemunhas, nada vêem nem entendem para que sejam envergonhados. Quem forma um deus, e funde uma imagem de escultura, que é de nenhum préstimo? Eis que todos os seus companheiros ficarão confundidos, pois os mesmos artífices não passam de homens; ajuntem-se todos, e levantem-se; assombrar-se-ão, e serão juntamente confundidos. O ferreiro, com a tenaz, trabalha nas brasas, e o forma com martelos, e o lavra com a força do seu braço; ele tem fome e a sua força enfraquece, e não bebe água, e desfalece. O carpinteiro estende a régua, desenha-o com uma linha, aplaina-o com a plaina, e traça-o com o compasso; e o faz à semelhança de um homem, segundo a forma de um homem, para ficar em casa. Quando corta para si cedros, toma, também, o cipreste e o carvalho; assim escolhe dentre as árvores do bosque; planta um olmeiro, e a chuva o faz crescer. Então serve ao homem para queimar; e toma deles, e se aquenta, e os acende, e coze o pão; também faz um deus, e se prostra diante dele; também fabrica uma imagem de escultura, e ajoelha-se diante dela. Metade dele queima no fogo, com a outra metade prepara a carne para comer, assa-a e farta-se dela; também se aquenta, e diz: Ora já me aquentei, já vi o fogo. Então do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, e se inclina, e roga-lhe, e diz: Livra-me, porquanto tu és o meu deus. Nada sabem, nem entendem; porque tapou os olhos para que não vejam, e os seus corações para que não entendam. E nenhum deles cai em si, e já não têm conhecimento nem entendimento para dizer: Metade queimei no fogo, e cozi pão sobre as suas brasas, assei sobre elas carne, e a comi; e faria eu do resto uma abominação? Ajoelhar-me-ei ao que saiu de uma árvore? Apascenta-se de cinza; o seu coração enganado o desviou, de maneira que já não pode livrar a sua alma, nem dizer: Porventura não há uma mentira na minha mão direita?" 
 (Isaías 44:9-20)

Esta passagem trata sobre a loucura da idolatria. Esta é, em primeiro lugar, um acto de desobediência. Para além disso, a idolatria é também algo sem lógica, ridículo e louco. É este lado que aqui é exposto pelo profeta. Em primeiro lugar, os falsos deuses são feitos pelos homens e com ferramentas humanas (vs. 12-13). Os homens são seres muito fracos. É dada como exemplo a profissão de ferreiro. Esta é uma profissão desgastante e que envolve esforço físico constante. Um ferreiro não consegue martelar o ferro quente durante muito tempo sem se cansar e precisar de água e alimento. Muitos dos objectos de idolatria são moldados em forma humana. Que força é que terá um deus feito à imagem de um ser tão fraco? O outro aspecto abordado pelo profeta é o dos materiais de que estes ídolos são feitos. O exemplo dado é o dos ídolos feitos de madeira (vs. 14-15). Que tem a madeira de especial para que se torne num deus? A madeira serve para queimar, para servir de aquecimento, ou para cozinhar. Da mesma árvore, parte será queimada, e com a outra parte farei um ídolo ao qual darei um nome e diante do qual me prostrarei para o servir (v. 17)? A esta loucura, a qual é muito visível à nossa volta, o profeta chama de cegueira e ignorância (v. 18). Devemos guardar-nos para não colocarmos nada no lugar que só pertence a Deus.               


terça-feira, 5 de junho de 2012

(Devocional) Louvor - Salmo 100



Quinta-feira, 4 de Outubro de 2012
Leitura Bíblica Diária: Salmos 96-100*

"Celebrai com júbilo ao SENHOR, todas as terras.
Servi ao SENHOR com alegria; e entrai diante dele com canto.
Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto.
Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome.
Porque o SENHOR é bom, e eterna a sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração." 
(Salmo 100)

Este é um muito conhecido salmo de louvor. Nele estão contidas palavras emocionantes de acção de graças e adoração. O louvor é uma das obrigações do crente. Louvar a Deus é falar bem Dele, é contar a Suas maravilhas. Mesmo se estivermos a passar por uma tempestade, Deus continua a ser bom e a merecer o nosso louvor. Deus agrada-Se de nos ouvir falar bem Dele. Louvor é cantar as maravilhas de Deus, mas não só. Servirmos a Deus com alegria e não por obrigação é uma forma de louvor (v. 2). O mundo verá a forma e a atitude com que O servimos. Vivermos a vida em submissão a Deus, fazendo Dele o nosso verdadeiro Senhor, é, também, uma forma de O louvarmos (v. 3). O louvor deve ser rendido nas nossas vidas de todos os dias, mas também quando nos congregamos com outros crentes (v. 4). Por isso é que o louvor não se pode tornar num espectáculo em que uns louvam e os outros assistem. O grupo de louvor de uma igreja deve ser a congregação inteira. As nossas reuniões, pela forma como nos amamos, servimos, cantamos, ou nos submetemos à Palavra, devem ser manifestações, vivas e verdadeiras, de louvor ao nosso Deus. Deus, e só Ele, é merecedor do nosso louvor (v. 5). 


Nota: Ao seguir a recomendação de Leitura Bíblica Diária, irá ler num ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e Salmos (duas vezes).

terça-feira, 17 de abril de 2012

Faz-me Um Servo


Começa já esta semana a nossa Conferência de Missões. Vão ser cinco dias seguidos de muitas e boas actividades. Dos Estados Unidos vem um grupo de 15 pessoas, pois convidei o pastor de uma igreja de lá para ser o nosso pregador, e várias pessoas da sua igreja (incluindo a própria família) não o deixaram vir sozinho. Vamos poder passar tempo com alguns dos nossos missionários que arduamente continuam no seu trabalho de sementeira e colheita que, já agora, é o melhor trabalho do mundo. Vamos escutar boa música, mensagens que nos vão certamente emocionar, inspirar e desafiar. Estamos a orar para podermos tomar o compromisso de fé de continuar a apoiar os mesmos missionários, mesmo tendo perdido alguns membros e estarmos no meio de uma crise financeira (existe crise para Deus?). No entanto, penso que o maior desafio está reservado para os dias que se seguem à campanha. Estou a orar para que Deus levante servos entre nós. Um servo é aquele que coloca vontade de Deus à frente da sua própria vontade. John Wesley escreveu, “dêem-me cem homem que nada temam a não ser o pecado, e nada desejem a não ser a Deus e, não me importo quem eles sejam, sem mais ajudas abalarão as portas do inferno.” Estou a orar para que a nossa seja a geração daqueles que finalmente irão pegar na mensagem do evangelho em Portugal e levá-la a todas as portas. Estou a orar para que a nossa seja a geração que ficará conhecida como aqueles que não descansaram até que todos fossem avisados e que tudo fizeram para que cada cidade, vila e aldeia deste país tivessem uma testemunha fiel, uma luz de verdade sem mistura de erro. Estou a orar para que a nossa seja a geração que agradeça aos missionários o seu trabalho de amor e diga, “deixe-nos pegar no arado, agora somos nós.”

quinta-feira, 5 de abril de 2012

À Procura do Sangue


Tenho no meu gabinete um antigo folheto que se chama “À Procura do Sangue da Expiação.” Este folheto conta a história de um velho judeu que aproveita os dias anteriores à Páscoa judaica para ter uma conversa muito séria com alguns dos seus compatriotas. Ele chama a atenção deles para o facto de que os judeus tentam cumprir com grande detalhe as suas tradições e as Escrituras que receberam de Deus (o nosso Antigo Testamento). 
No entanto, enquanto as Escrituras chamam constantemente a atenção para o sangue, este está ausente da totalidade das tradições judaicas. Ele dá o seguinte testemunho acerca da sua juventude, “Repetidas vezes li Levítico 16 e 17 e essa leitura fez-me tremer. Quando pensava no grande dia do sacrifício, o sangue estava lá. Dia e noite um versículo soava nos meus ouvidos, ‘É o sangue que faz expiação pela alma.’ Ano após ano, naquele dia, eu sentia a batida do meu coração enquanto confessava a minha necessidade dele; mas era para ser feito com sangue, e não havia nenhum Sangue!” Ele conta que ao caminhar nas ruas Constantinopla viu um letreiro a anunciar reuniões para judeus. Ao sentar-se ouviu, “O sangue de Jesus Cristo, seu Filho limpa-nos de todo o pecado.” Finalmente ele tinha encontrado o sangue que faltava! 
O sangue de Jesus é tão perfeito que depois de ter sido derramado, já não são precisos mais sacrifícios. Ele disse, “Finalmente eu tinha encontrado o sangue da expiação. Confiei Nele e agora amo a leitura do Novo Testamento e vejo como todas as sombras da lei foram cumpridas em Jesus.” Na Páscoa cristã lembramos como o sangue de Jsus foi oferecido para apagar os nossos pecados e alegramo-nos como essa mensagem se confirma para sempre com a ressurreição do Cordeiro de Deus. Já confiou no único sangue que lhe pode dar paz? Boa Páscoa!   

sexta-feira, 30 de março de 2012

Não Quero Ser Um Herói

 
Chegou-me às mãos esta semana a notícia da morte de um missionário chamado Bert Elliot. O artigo chamou a minha atenção, pois vi que ele faleceu na sua casa na cidade de Trujillo, no Perú, aos 87 anos de idade. Este nosso irmão serviu a Deus no Perú durante 62 anos! Quanto mais lia, mais fascinado ia ficando com a sua história. O irmão mais novo de Bert, Jim Elliot, morreu em 1956 na selva do Equador quando, com quatro outros missionários foi assassinado pelo mesmo povo que tentavam ganhar para Cristo. Lembro-me de, na minha juventude, ler um livro comovente, escrito pela sua viúva, onde descobri que depois da horrível tragédia, os Aucas, foram ganhos para Cristo. No entanto, este missionário, irmão do outro, do qual eu nunca tinha ouvido falar, foi usado por Deus para começar 150 igrejas. Um famoso evangelista disse-lhe, “Ninguém o conhece, e o seu irmão é um herói famoso.” Bert respondeu, “Prefiro não ser um herói.” Neste mundo onde todos lutam e fazem as coisas mais ridículas por 15 segundos de fama, Bert Elliot é uma ilustração poderosa de que se podem fazer coisas extraordinárias buscando apenas a aprovação de Deus. Juntamente com a sua esposa, Colleen, estabeleceram pontos de ajuda médica e pregação em aldeias remotas perdidas no meio da selva onde só se podia chegar de barco ou a pé. Chegaram em 1949 e ficaram toda a vida ao serviço do povo que Deus os chamou a alcançar. Nem todos seremos chamados a viver de forma a sermos heróis reconhecidos, mas todos temos a oportunidade de sermos fiéis a Deus, onde Ele nos colocar. Muito mais do que os aplausos do mundo, devemos querer ouvir a voz do Senhor dizendo, “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.”

quinta-feira, 15 de março de 2012

Pense na Vitória!



"Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele." - Provérbios 23:7

Durante 70 anos Karl Wallenda realizou actos circenses como equilibrista. Ele morreu em 1978 após cair de uma altura de quase 40 metros, de um cabo esticado entre as duas torres de 10 andares do Hotel Condado Plaza em Porto Rico. Ele disse uma vez, "Estar em cima de uma corda é viver. Tudo o mais é espera."

Após a sua morte, a sua esposa reflectiu e disse, "Nos três meses antes de o Karl andar naquela corda, ele só conseguia pensar em cair. Era a primeira vez que ele pensava nisso. E parece-me que ele colocou todas as suas energias em não cair, em vez de em caminhar na corda bamba." Ela acrescentou que o marido foi ao ponto de inspeccionar pessoalmente a instalação da corda, certificando-se sem sombra de dúvida de que os cabos guia estavam seguros. No passado ele sempre havia confiado na sua equipa para fazê-lo.

Ele caminhou na corda bamba com o medo de cair a perturbar a sua mente, e o seu pensar negativo criou o seu sentimento de insegurança. Ele aplicou toda a sua energia em não cair, e foi precisamente isso que aconteceu.

É isto que nos faz falhar muitas vezes. Estamos tão concentrados em não falhar que em vez de sermos bem sucedidos, acabamos por falhar mesmo assim. Não pense na derrota - Pense na Vitória.


"Esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé." (I João 5:4)



Traduzido.