sábado, 9 de junho de 2012

Louvai ao Senhor


"Ele converte os rios em um deserto, e as fontes em terra sedenta; A terra frutífera em estéril, pela maldade dos que nela habitam. Converte o deserto em lagoa, e a terra seca em fontes. E faz habitar ali os famintos, para que edifiquem cidade para habitação; E semeiam os campos e plantam vinhas, que produzem fruto abundante. Também os abençoa, de modo que se multiplicam muito; e o seu gado não diminui. Depois se diminuem e se abatem, pela opressão, e aflição e tristeza. Derrama o desprezo sobre os príncipes, e os faz andar desgarrados pelo deserto, onde não há caminho. Porém livra ao necessitado da opressão, em um lugar alto, e multiplica as famílias como rebanhos. Os retos o verão, e se alegrarão, e toda a iniquidade tapará a boca. Quem é sábio observará estas coisas, e eles compreenderão as benignidades do SENHOR."
Salmo 107:33-43

O livro dos Salmos é maravilhoso. Vez após vez Deus lembra-nos que precisamos de O louvar continuamente. Em primeiro lugar, porque Deus Se agrada de receber o nosso louvor. Que bom podermos fazer alguma coisa que agrada o coração do Deus dos Céus. Depois, porque é bom para nós, para não nos esquecermos das maravilhas do nosso Deus. Finalmente, porque nunca nos faltarão razões para louvar o Senhor. Por vezes Deus abençoa-nos grandemente (v. 38), riquezas, saúde, família, amigos. É fácil louvar a Deus quando tudo corre bem, mas será que o fazemos? Outras vezes, as coisas não são tão fáceis. Passamos por problemas, preocupações angústias (v. 39). Por vezes algum familiar sofre, e nós sofremos com ele. Nessas ocasiões buscamos a Deus com mais facilidade. Queremos que Ele leve um pouco da nossa dor. Confiamos que Ele é capaz. No entanto, mesmo nessas ocasiões, Ele quer ouvir o nosso louvor. Não é tão fácil. Pensamos, “primeiro vou resolver o meu problema, e depois louvo”. Esta ordem está trocada. Mesmo no meio da tempestade, Deus quer ouvir-nos cantar glórias ao Seu nome. Assim conseguimos encontrar Nele a alegria, mesmo na dificuldade. Quem não é salvo, não o consegue fazer (v. 42). Ficam sem palavras, vão-se abaixo pois não têm esperança. Demos sempre ao nosso Deus o louvor que Ele merece. Seja qual for o momento das nossas vidas.     

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Uma Boa Herança


"Os sacerdotes levitas, toda a tribo de Levi, não terão parte nem herança com Israel; das ofertas queimadas do SENHOR e da sua herança comerão. Por isso não terão herança no meio de seus irmãos; o SENHOR é a sua herança, como lhes tem dito. Este, pois, será o direito dos sacerdotes, a receber do povo, dos que oferecerem sacrifício, seja boi ou gado miúdo; que darão ao sacerdote a espádua e as queixadas e o bucho. Dar-lhe-ás as primícias do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e as primícias da tosquia das tuas ovelhas. Porque o SENHOR teu Deus o escolheu de todas as tuas tribos, para que assista e sirva no nome do SENHOR, ele e seus filhos, todos os dias. E, quando chegar um levita de alguma das tuas portas, de todo o Israel, onde habitar; e vier com todo o desejo da sua alma ao lugar que o SENHOR escolheu; E servir no nome do SENHOR seu Deus, como também todos os seus irmãos, os levitas, que assistem ali perante o SENHOR, igual porção comerão, além das vendas do seu património."
Deuteronómio 18:1-8


Desde sempre que os judeus viviam à sombra da promessa de Deus de que um dia eles teriam a sua própria terra. Não seria uma terra qualquer, seria uma terra rica, terra que mana leite e mel. Apenas a esperança desta terra os tinha feito sobreviver a centenas de anos de escravidão no Egipto. Agora, estavam próximos da terra. No entanto, Deus anuncia aos levitas de que estes não teriam herança na terra. Nenhuma região da terra que eles sempre sonharam ter, algum dia seria deles. Porquê? Porque Deus tinha uma promessa melhor para os levitas. Os descendentes de Levi seriam a tribo sacerdotal. Apenas os levitas poderiam ser sacerdotes e servir a Deus no templo. Os levitas estariam, enquanto fossem fiéis, sempre mais próximos do Senhor. Os levitas ficaram com a melhor parte da promessa. Dos alimentos oferecidos por todo o povo ao Senhor, os levitas tiravam o seu sustento. Aqueles que viviam para a Palavra, viviam da Palavra. Deus tratava do seu sustento (v. 3). Também o povo deveria estar consciente da sua responsabilidade para com os seus sacerdotes (v. 4). Os sacerdotes eram-lhes dados por Deus, para eles cuidarem. É o princípio da mordomia. Nada do que temos é nosso. Deus apenas no-lo empresta para que tomemos conta. Por seu turno, os levitas tinham a responsabilidade de servirem fielmente ao Senhor (v. 7). Ser fiel a Deus não é apenas o que os outros pensam de nós. É, fundamentalmente, o que fazemos quando apenas Deus está a ver.

Quem Te não temerá?


"E vi outro grande e admirável sinal no céu: sete anjos, que tinham as sete últimas pragas; porque nelas é consumada a ira de Deus. E vi um como mar de vidro misturado com fogo; e também os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos. Quem te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso todas as nações virão, e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos." 
Apocalipse 15:1-4


O livro de Apocalipse é também um livro sobre a manifestação futura da ira de Deus sobre a terra. Os críticos dizem que se trata da prova de que o Deus da Bíblia é um tirano sanguinário. No entanto trata-se de uma excelente prova de que o Deus que servimos é um Deus de graça e amor. Como? Quando o v. 1 fala sobre as sete pragas consumadoras da ira divina, como é que isso prova o amor de Deus? Basta pensarmos há quanto tempo é que estas palavras estão escritas. Há dois mil anos que está anunciada a consumação da ira de Deus. Como Deus é paciente! Ninguém é obrigado receber a ira de Deus, toda a humanidade está convidada para o Seu perdão e para a Ceia das bodas do Cordeiro. No v. 2 vemos os vitoriosos, aqueles que, durante a tribulação, não se submeteram ao anticristo. No entanto esta vitória está anunciada e é certa para todos aqueles que se arrependem e aceitam o Salvador. Deus é maravilhoso! Por isso é que sabemos que vão existir hinos de louvor a Ele por toda a eternidade. Porque Ele é merecedor da nossa adoração. Devemos pensar nisto quando nos preparamos para cantar a Ele nos cultos da nossa igreja. Quantas palavras é que cantamos sem o nosso coração dar por isso! Afinal de contas, podemos fazer a mesma pergunta, quem não temerá ao Senhor? No final são Dele e para Ele todas as coisas.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Fracos Substitutos


"Todos os artífices de imagens de escultura são vaidade, e as suas coisas mais desejáveis são de nenhum préstimo; e suas próprias testemunhas, nada vêem nem entendem para que sejam envergonhados. Quem forma um deus, e funde uma imagem de escultura, que é de nenhum préstimo? Eis que todos os seus companheiros ficarão confundidos, pois os mesmos artífices não passam de homens; ajuntem-se todos, e levantem-se; assombrar-se-ão, e serão juntamente confundidos. O ferreiro, com a tenaz, trabalha nas brasas, e o forma com martelos, e o lavra com a força do seu braço; ele tem fome e a sua força enfraquece, e não bebe água, e desfalece. O carpinteiro estende a régua, desenha-o com uma linha, aplaina-o com a plaina, e traça-o com o compasso; e o faz à semelhança de um homem, segundo a forma de um homem, para ficar em casa. Quando corta para si cedros, toma, também, o cipreste e o carvalho; assim escolhe dentre as árvores do bosque; planta um olmeiro, e a chuva o faz crescer. Então serve ao homem para queimar; e toma deles, e se aquenta, e os acende, e coze o pão; também faz um deus, e se prostra diante dele; também fabrica uma imagem de escultura, e ajoelha-se diante dela. Metade dele queima no fogo, com a outra metade prepara a carne para comer, assa-a e farta-se dela; também se aquenta, e diz: Ora já me aquentei, já vi o fogo. Então do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, e se inclina, e roga-lhe, e diz: Livra-me, porquanto tu és o meu deus. Nada sabem, nem entendem; porque tapou os olhos para que não vejam, e os seus corações para que não entendam. E nenhum deles cai em si, e já não têm conhecimento nem entendimento para dizer: Metade queimei no fogo, e cozi pão sobre as suas brasas, assei sobre elas carne, e a comi; e faria eu do resto uma abominação? Ajoelhar-me-ei ao que saiu de uma árvore? Apascenta-se de cinza; o seu coração enganado o desviou, de maneira que já não pode livrar a sua alma, nem dizer: Porventura não há uma mentira na minha mão direita?" 
 (Isaías 44:9-20)

Esta passagem trata sobre a loucura da idolatria. Esta é, em primeiro lugar, um acto de desobediência. Para além disso, a idolatria é também algo sem lógica, ridículo e louco. É este lado que aqui é exposto pelo profeta. Em primeiro lugar, os falsos deuses são feitos pelos homens e com ferramentas humanas (vs. 12-13). Os homens são seres muito fracos. É dada como exemplo a profissão de ferreiro. Esta é uma profissão desgastante e que envolve esforço físico constante. Um ferreiro não consegue martelar o ferro quente durante muito tempo sem se cansar e precisar de água e alimento. Muitos dos objectos de idolatria são moldados em forma humana. Que força é que terá um deus feito à imagem de um ser tão fraco? O outro aspecto abordado pelo profeta é o dos materiais de que estes ídolos são feitos. O exemplo dado é o dos ídolos feitos de madeira (vs. 14-15). Que tem a madeira de especial para que se torne num deus? A madeira serve para queimar, para servir de aquecimento, ou para cozinhar. Da mesma árvore, parte será queimada, e com a outra parte farei um ídolo ao qual darei um nome e diante do qual me prostrarei para o servir (v. 17)? A esta loucura, a qual é muito visível à nossa volta, o profeta chama de cegueira e ignorância (v. 18). Devemos guardar-nos para não colocarmos nada no lugar que só pertence a Deus.               


terça-feira, 5 de junho de 2012

(Devocional) Louvor - Salmo 100



Quinta-feira, 4 de Outubro de 2012
Leitura Bíblica Diária: Salmos 96-100*

"Celebrai com júbilo ao SENHOR, todas as terras.
Servi ao SENHOR com alegria; e entrai diante dele com canto.
Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto.
Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome.
Porque o SENHOR é bom, e eterna a sua misericórdia; e a sua verdade dura de geração em geração." 
(Salmo 100)

Este é um muito conhecido salmo de louvor. Nele estão contidas palavras emocionantes de acção de graças e adoração. O louvor é uma das obrigações do crente. Louvar a Deus é falar bem Dele, é contar a Suas maravilhas. Mesmo se estivermos a passar por uma tempestade, Deus continua a ser bom e a merecer o nosso louvor. Deus agrada-Se de nos ouvir falar bem Dele. Louvor é cantar as maravilhas de Deus, mas não só. Servirmos a Deus com alegria e não por obrigação é uma forma de louvor (v. 2). O mundo verá a forma e a atitude com que O servimos. Vivermos a vida em submissão a Deus, fazendo Dele o nosso verdadeiro Senhor, é, também, uma forma de O louvarmos (v. 3). O louvor deve ser rendido nas nossas vidas de todos os dias, mas também quando nos congregamos com outros crentes (v. 4). Por isso é que o louvor não se pode tornar num espectáculo em que uns louvam e os outros assistem. O grupo de louvor de uma igreja deve ser a congregação inteira. As nossas reuniões, pela forma como nos amamos, servimos, cantamos, ou nos submetemos à Palavra, devem ser manifestações, vivas e verdadeiras, de louvor ao nosso Deus. Deus, e só Ele, é merecedor do nosso louvor (v. 5). 


Nota: Ao seguir a recomendação de Leitura Bíblica Diária, irá ler num ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e Salmos (duas vezes).

terça-feira, 17 de abril de 2012

Faz-me Um Servo


Começa já esta semana a nossa Conferência de Missões. Vão ser cinco dias seguidos de muitas e boas actividades. Dos Estados Unidos vem um grupo de 15 pessoas, pois convidei o pastor de uma igreja de lá para ser o nosso pregador, e várias pessoas da sua igreja (incluindo a própria família) não o deixaram vir sozinho. Vamos poder passar tempo com alguns dos nossos missionários que arduamente continuam no seu trabalho de sementeira e colheita que, já agora, é o melhor trabalho do mundo. Vamos escutar boa música, mensagens que nos vão certamente emocionar, inspirar e desafiar. Estamos a orar para podermos tomar o compromisso de fé de continuar a apoiar os mesmos missionários, mesmo tendo perdido alguns membros e estarmos no meio de uma crise financeira (existe crise para Deus?). No entanto, penso que o maior desafio está reservado para os dias que se seguem à campanha. Estou a orar para que Deus levante servos entre nós. Um servo é aquele que coloca vontade de Deus à frente da sua própria vontade. John Wesley escreveu, “dêem-me cem homem que nada temam a não ser o pecado, e nada desejem a não ser a Deus e, não me importo quem eles sejam, sem mais ajudas abalarão as portas do inferno.” Estou a orar para que a nossa seja a geração daqueles que finalmente irão pegar na mensagem do evangelho em Portugal e levá-la a todas as portas. Estou a orar para que a nossa seja a geração que ficará conhecida como aqueles que não descansaram até que todos fossem avisados e que tudo fizeram para que cada cidade, vila e aldeia deste país tivessem uma testemunha fiel, uma luz de verdade sem mistura de erro. Estou a orar para que a nossa seja a geração que agradeça aos missionários o seu trabalho de amor e diga, “deixe-nos pegar no arado, agora somos nós.”

quinta-feira, 5 de abril de 2012

À Procura do Sangue


Tenho no meu gabinete um antigo folheto que se chama “À Procura do Sangue da Expiação.” Este folheto conta a história de um velho judeu que aproveita os dias anteriores à Páscoa judaica para ter uma conversa muito séria com alguns dos seus compatriotas. Ele chama a atenção deles para o facto de que os judeus tentam cumprir com grande detalhe as suas tradições e as Escrituras que receberam de Deus (o nosso Antigo Testamento). 
No entanto, enquanto as Escrituras chamam constantemente a atenção para o sangue, este está ausente da totalidade das tradições judaicas. Ele dá o seguinte testemunho acerca da sua juventude, “Repetidas vezes li Levítico 16 e 17 e essa leitura fez-me tremer. Quando pensava no grande dia do sacrifício, o sangue estava lá. Dia e noite um versículo soava nos meus ouvidos, ‘É o sangue que faz expiação pela alma.’ Ano após ano, naquele dia, eu sentia a batida do meu coração enquanto confessava a minha necessidade dele; mas era para ser feito com sangue, e não havia nenhum Sangue!” Ele conta que ao caminhar nas ruas Constantinopla viu um letreiro a anunciar reuniões para judeus. Ao sentar-se ouviu, “O sangue de Jesus Cristo, seu Filho limpa-nos de todo o pecado.” Finalmente ele tinha encontrado o sangue que faltava! 
O sangue de Jesus é tão perfeito que depois de ter sido derramado, já não são precisos mais sacrifícios. Ele disse, “Finalmente eu tinha encontrado o sangue da expiação. Confiei Nele e agora amo a leitura do Novo Testamento e vejo como todas as sombras da lei foram cumpridas em Jesus.” Na Páscoa cristã lembramos como o sangue de Jsus foi oferecido para apagar os nossos pecados e alegramo-nos como essa mensagem se confirma para sempre com a ressurreição do Cordeiro de Deus. Já confiou no único sangue que lhe pode dar paz? Boa Páscoa!