sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

(Devocional) O estado da nossa alma - III João 1:1-2

Sábado, 8 de Dezembro de 2012
Leitura Bíblica Diária: III João*

"O presbítero ao amado Gaio, a quem em verdade eu amo. Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma."
III João 1:1-2  

João identifica-se como “o presbítero”. Esta palavra significa ancião e é uma das qualidades essenciais para o responsável pela igreja local. Tanto é assim que os pastores são no novo testamento também chamados de presbíteros. Ele é alguém que é digno de respeito e consideração. O pastor tem a grande responsabilidade, dada por Deus, de ser digno de imitação. Isso só é possível se ele for, ele mesmo, um sincero imitador de Cristo. João apresenta-se assim talvez para chamar atenção para a sua autoridade apostólica. Nesta igreja havia quem a estava a colocar em dúvida. Esta carta é dirigida a Gaio, um membro de uma igreja local que João louva pela sua hospitalidade. O presbítero esboça em primeiro lugar grande preocupação pelo bem estar deste seu interlocutor. Ele espera que ele esteja bem em todas as coisas, que tenha saúde e que a sua alma vá bem. A alma pode ser considerada a totalidade do nosso ser. A alma é a soma do nosso corpo com o nosso espírito. A verdade é que não estaremos bem se a nossa vida espiritual não estiver bem. Todas as nossas circunstâncias podem estar alinhadas e gozarmos de perfeita saúde física, se não estivermos bem no nosso “homem interior”, tudo o mais se desmorona. Precisamos de nos lembrar disto. A nossa alma estará bem, se estivermos em comunhão com a perfeita vontade de Deus. A maior ameaça ao estado da nossa alma é o pecado não confessado, seja ele qual for. Está tudo bem consigo?

Nota: Ao seguir a recomendação de Leitura Bíblica Diária, irá ler num ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e Salmos (duas vezes).   

(Devocional) Aquele que o diabo usou - Lc. 22:1-6

Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2012
Leitura Bíblica Diária: Lucas 21-24*

"Estava, pois, perto a festa dos ázimos, chamada a páscoa. E os principais dos sacerdotes, e os escribas, andavam procurando como o matariam; porque temiam o povo. Entrou, porém, Satanás em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, o qual era do número dos doze. E foi, e falou com os principais dos sacerdotes, e com os capitães, de como lho entregaria; os quais se alegraram, e convieram em lhe dar dinheiro. E ele concordou; e buscava oportunidade para lho entregar sem alvoroço."
Lucas 22:1-6  

Na passagem de hoje vemos como o inimigo preparou o grande acontecimento da morte e sepultamento do Senhor. Em primeiro lugar vemos os líderes dos sacerdotes a conspirarem como matar este Jesus que estava a ameaçar a sua posição e poder. O v. 3, diz-nos que Satanás entrou em Judas o que possibilitou a prisão de Jesus sem fazer o alvoroço popular que os sacerdotes temiam. Não nos podemos esquecer que Satanás está impedido de entrar naqueles que já são de Deus, que já se arrependeram e nasceram de novo (I Jo. 4:4; I Pe. 5:8-9). O Próprio Jesus tinha dito que o traidor não estava limpo como os outros discípulos estavam (Jo. 13:10-11). Ou seja, não vemos aqui um crente que Satanás possuiu por ele ter perdido a sua salvação. Vemos que Satanás usou aquele que mais se parecia com um crente fiel a Deus. Temos de ter muito cuidado para nos certificarmos que não somos apenas religiosos, que recebemos mesmo a salvação e que já nascemos de novo por Cristo Jesus. Os piores ataques à verdadeira fé vêm daqueles que se dizem cristãos e não o são. O que é poderoso nesta história é que, ao trabalhar activamente para a morte de Jesus, Satanás estava a operar o plano de Deus para a sua própria destruição. Sabemos que Jesus não ficou no túmulo e, ao vencer a morte, Ele derrotou o que tinha o domínio da morte. Deus é Todo-Poderoso. Já entregou a Deus o poder sobre todas a áreas da sua vida?          

Nota: Ao seguir a recomendação de Leitura Bíblica Diária, irá ler num ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e Salmos (duas vezes).  

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

(Devocional) Uma mãe e seus filhos - II João 1-4

Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2012
Leitura Bíblica Diária: II João 1*

"O presbítero à senhora eleita, e a seus filhos, aos quais amo na verdade, e não somente eu, mas também todos os que têm conhecido a verdade, por amor da verdade que está em nós, e para sempre estará connosco: graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, seja convosco na verdade e amor. Muito me alegro por achar que alguns de teus filhos andam na verdade, assim como temos recebido o mandamento do Pai."
II João 1-4  

Existe alguma discussão acerca dos destinatários desta carta. O apóstolo João endereça-a à “senhora eleita e a seus filhos”. Será que se tratava mesmo de uma senhora conhecida da época pela sua fidelidade a Cristo? Ou será que se tratava de linguagem poética e, na verdade, a senhora era uma igreja, e os filhos os seus membros? Ao interpretar a Bíblia a nossa primeira reacção deve ser tomar cada palavra no seu sentido literal a não ser que o contexto indique claramente o contrário. Assim, vamos pensar nestas palavras como sendo dirigidas a uma senhora e aos seus filhos. Seria alguém com bom testemunho público. A Bíblia diz que devemos ter um testemunho irrepreensível. O mundo não deve ter nada a apontar aos crentes em Jesus Cristo. Por vezes, ao estarmos a viver para o Senhor, recebemos elogios ao nosso testemunho. O que fazer? Dirigir imediatamente a nossa atenção (e a dos outros) para o autor do nosso testemunho. Para um crente a expressão, “graças a Deus” não deve ser vazia de significado. Esta era também uma senhora que tinha a sua família em ordem. O apóstolo alegra-se porque alguns dos filhos dela andavam na verdade. A fidelidade de uma mãe não garante a fidelidade dos seus filhos. No entanto, quando a mãe não vive para o Senhor, isso terá consequências óbvias na vida da sua família. O facto de, aparentemente, alguns dos filhos dela não andarem na verdade, não retira nada ao testemunho dela, apesar de ser um peso no seu coração. Devemos orar pelos que andam desviados.      

Nota: Ao seguir a recomendação de Leitura Bíblica Diária, irá ler num ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e Salmos (duas vezes).     

(Devocional) O que Deus faz pelos seus filhos - Hab. 1:12-17

Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2012
Leitura Bíblica Diária: Habacuque 1-3*

"Não és tu desde a eternidade, ó SENHOR meu Deus, meu Santo? Nós não morreremos. O SENHOR, para juízo o puseste, e tu, ó Rocha, o fundaste para castigar. Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar. Por que olhas para os que procedem aleivosamente, e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele? E por que farias os homens como os peixes do mar, como os répteis, que não têm quem os governe? Ele a todos levantará com o anzol, apanha-los-á com a sua rede, e os ajuntará na sua rede varredoura; por isso ele se alegrará e se regozijará. Por isso sacrificará à sua rede, e queimará incenso à sua varredoura; porque com elas engordou a sua porção, e engrossou a sua comida. Porventura por isso esvaziará a sua rede e não terá piedade de matar as nações continuamente?"
Habacuque 1:12-17 

Habacuc, que provavelmente exerceu o seu ministério na época do profeta Jeremias, profetiza igualmente sobre a invasão que Nabucodonosor haveria de liderar contra Israel. No início do livro, e nesta passagem, Habacuc pergunta-se como era possível que um Deus tão santo como o Senhor pudesse tolerar que uma nação infiel fosse vitoriosa sobre o povo escolhido de Israel (v. 13). Isto ensina-nos que não basta sermos povo do Senhor em termos teóricos, não basta dizermos “nós somos filhos de Deus” se depois não vivermos como tal. Uma das promessas que temos nas Escrituras é que o Senhor é zeloso do Seu povo e que usará vários meios para chamar a Si os desviados. Deus não tolera que os Seus filhos, comprados com o precioso sangue do Seu amado Filho, sirvam a outros deuses e desobedeçam ao Deus de amor. Deus até usará pessoas não salvas para provar os que são Seus filhos. Deus não tolera o mal nas nossas vidas. Tanto é assim que podemos dizer que Deus se preocupa mais com a forma como vivemos as nossas vidas do que nós mesmos. O propósito de Deus ao engrandecer o reino da Babilónia (vs. 14-17), não era para o bem dos babilónios, mas para a santificação do Seu povo. Sabemos isto porque há muito que o reino da Babilónia desapareceu, mas o povo de Deus Se mantém na terra. A vontade de Deus para as nossas vidas é que nos separemos do mundo infiel em que vivemos. Os filhos de Deus são diferentes do mundo. Vivamos como tal.               

Nota: Ao seguir a recomendação de Leitura Bíblica Diária, irá ler num ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e Salmos (duas vezes).     

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

(Devocional) Exemplo público de devoção - 2Cr. 6:12-42

Terça-feira, 4 de Dezembro de 2012
Leitura Bíblica Diária: 2 Crónicas 6-10*

"E pôs-se em pé, perante o altar do SENHOR, na presença de toda a congregação de Israel, e estendeu as suas mãos. Porque Salomão tinha feito uma plataforma de metal, de cinco côvados de comprimento, de cinco côvados de largura e de três côvados de altura, e a tinha posto no meio do pátio, e pôs-se em pé sobre ela, e ajoelhou-se em presença de toda a congregação de Israel, e estendeu as suas mãos para o céu. E disse: O SENHOR Deus de Israel, não há Deus semelhante a ti, nem nos céus nem na terra; que guardas a aliança e a beneficência aos teus servos que caminham perante ti de todo o seu coração. Que guardaste ao teu servo Davi, meu pai, o que lhe falaste; porque tu pela tua boca o disseste, e pela tua mão o cumpriste, como se vê neste dia. Agora, pois, SENHOR Deus de Israel, guarda ao teu servo Davi, meu pai, o que falaste, dizendo: Nunca homem algum será cortado de diante de mim, que se assente sobre o trono de Israel; tão-somente que teus filhos guardem seu caminho, andando na minha lei, como tu andaste diante de mim. E agora, SENHOR Deus de Israel, cumpra-se a tua palavra, que disseste ao teu servo Davi. Mas, na verdade, habitará Deus com os homens na terra? Eis que os céus, e o céu dos céus, não te podem conter, quanto menos esta casa que tenho edificado? Atende, pois, à oração do teu servo, e à sua súplica, ó SENHOR meu Deus; para ouvires o clamor, e a oração, que o teu servo faz perante ti. Que os teus olhos estejam dia e noite abertos sobre este lugar, de que disseste que ali porias o teu nome; para ouvires a oração que o teu servo orar neste lugar. Ouve, pois, as súplicas do teu servo, e do teu povo Israel, que fizerem neste lugar; e ouve tu do lugar da tua habitação, desde os céus; ouve pois, e perdoa. Quando alguém pecar contra o seu próximo, e lhe impuser juramento de maldição, fazendo-o jurar, e o juramento de maldição vier perante o teu altar, nesta casa, ouve tu, então, desde os céus, e age e julga a teus servos, condenando ao ímpio, retribuindo o seu proceder sobre a sua cabeça; e justificando ao justo, dando-lhe segundo a sua justiça. Quando também o teu povo Israel for ferido diante do inimigo, por ter pecado contra ti, e eles se converterem, e confessarem o teu nome, e orarem e suplicarem perante ti nesta casa, então, ouve tu desde os céus, e perdoa os pecados do teu povo Israel; e torna a levá-los à terra que lhes tens dado e a seus pais. Quando os céus se fecharem, e não houver chuva, por terem pecado contra ti, e orarem neste lugar, e confessarem teu nome, e se converterem dos seus pecados, quando tu os afligires, então, ouve tu desde os céus, e perdoa o pecado de teus servos, e do teu povo Israel, ensinando-lhes o bom caminho, em que andem; e dá chuva sobre a tua terra, que deste ao teu povo em herança. Quando houver fome na terra, quando houver peste, quando houver queima de seara, ou ferrugem, gafanhotos, ou lagarta, cercando-a algum dos seus inimigos nas terras das suas portas, ou quando houver qualquer praga, ou qualquer enfermidade, toda a oração, e toda a súplica, que qualquer homem fizer, ou todo o teu povo Israel, conhecendo cada um a sua praga, e a sua dor, e estendendo as suas mãos para esta casa, então, ouve tu desde os céus, do assento da tua habitação, e perdoa, e dá a cada um conforme a todos os seus caminhos, segundo conheces o seu coração (pois só tu conheces o coração dos filhos dos homens), a fim de que te temam, para andarem nos teus caminhos, todos os dias que viverem na terra que deste a nossos pais. Assim também ao estrangeiro, que não for do teu povo Israel, quando vier de terras remotas por amor do teu grande nome, e da tua poderosa mão, e do teu braço estendido, vindo eles e orando nesta casa; então, ouve tu desde os céus, do assento da tua habitação, e faze conforme a tudo o que o estrangeiro te suplicar; a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu nome, e te temam, como o teu povo Israel; e a fim de saberem que pelo teu nome é chamada esta casa que edifiquei. Quando o teu povo sair à guerra contra os seus inimigos, pelo caminho que os enviares, e orarem a ti para o lado desta cidade que escolheste, e desta casa, que edifiquei ao teu nome, ouve, então, desde os céus a sua oração, e a sua súplica, e faze-lhes justiça. Quando pecarem contra ti (pois não há homem que não peque), e tu te indignares contra eles, e os entregares diante do inimigo, para que os que os cativarem os levem em cativeiro para alguma terra, remota ou vizinha, e na terra, para onde forem levados em cativeiro, cairem em si, e se converterem, e na terra do seu cativeiro, a ti suplicarem, dizendo: Pecamos, perversamente procedemos e impiamente agimos; e se converterem a ti com todo o seu coração e com toda a sua alma, na terra do seu cativeiro, a que os levaram presos, e orarem para o lado da sua terra, que deste a seus pais, e para esta cidade que escolheste, e para esta casa que edifiquei ao teu nome, ouve, então, desde os céus, do assento da tua habitação, a sua oração e as suas súplicas, e executa o seu direito; e perdoa ao teu povo que houver pecado contra ti. Agora, pois, ó meu Deus, estejam os teus olhos abertos, e os teus ouvidos atentos à oração deste lugar. Levanta-te, pois, agora, SENHOR Deus, para o teu repouso, tu e a arca da tua fortaleza; os teus sacerdotes, ó SENHOR Deus, sejam vestidos de salvação, e os teus santos se alegrem do bem. O SENHOR Deus, não faças virar o rosto do teu ungido; lembra-te das misericórdias de Davi teu servo."
2 Crónicas 6:12-42 

Este capítulo trata da cerimónia de dedicação do templo que Salomão havia construído para o Senhor. A presença de Deus haveria de encher aquele templo e toda a adoração de Israel deveria ter Deus como centro. Salomão, sendo o rei, dá exemplo público de devoção e entrega a Deus (v. 13). Nesta época em que vivemos, que a Bíblia chama de “últimos tempos”, Deus espera que todos os Seus filhos sejam líderes e, dessa forma, todos devemos estar conscientes da nossa responsabilidade de darmos exemplo público, assumido e claro do nosso amor e dedicação a Deus. A oração de Salomão começa com adoração a Deus (vs. 14-15). Devemos estar habituados a adorar o nosso Deus. A adoração deve vir antes dos pedidos. É muito fácil esquecermo-nos disto. Esta é a única forma das nossas orações terem Deus como centro e não serem orações egoístas. De seguida Salomão relembra a promessa de Deus de que, se o povo fosse fiel, nunca haveria de faltar rei no trono de Israel (vs. 16-17). Nas nossas orações devemos relembrar as inúmeras promessas de Deus. Damos lugar ao inimigo das nossas almas quando nos esquecemos das promessas de Deus. A oração de Salomão continua, desta vez para pedir para que Deus olhasse de forma especial pelo templo que se estava a dedicar. Também a universalidade do amor de Deus é aqui evidenciada (vs. 32-33). Qualquer pessoa, de qualquer nação poderia orar ao Deus de Israel. O amor de Deus é sem fim e é por todo o mundo.            

Nota: Ao seguir a recomendação de Leitura Bíblica Diária, irá ler num ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e Salmos (duas vezes).     

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

(Devocional) A Palavra está sempre certa - Naúm 3:1-7

Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2012
Leitura Bíblica Diária: Naúm 1-3*

"Ai da cidade ensanguentada! Ela está toda cheia de mentiras e de rapina; não se aparta dela o roubo. Estrépito de açoite há, e o barulho do ruído das rodas; e os cavalos atropelam, e carros vão saltando. O cavaleiro levanta a espada flamejante, como a lança relampejante, e ali haverá uma multidão de mortos, e abundância de cadáveres, e não terão fim os defuntos; tropeçarão nos seus corpos; por causa da multidão dos pecados da meretriz mui graciosa, da mestra das feitiçarias, que vendeu as nações com as suas fornicações, e as famílias pelas suas feitiçarias. Eis que eu estou contra ti, diz o SENHOR dos Exércitos; e levantarei a tua saia sobre a tua face, e às nações mostrarei a tua nudez, e aos reinos a tua vergonha. E lançarei sobre ti coisas abomináveis, e envergonhar-te-ei, e pôr-te-ei como espetáculo. E há de ser que, todos os que te virem, fugirão de ti, e dirão: Nínive está destruída, quem terá compaixão dela? Donde te buscarei consoladores?"
Naúm 3:1-7

O profeta Naúm é encarregue por Deus de anunciar o julgamento de Deus sobre Nínive. Não é a primeira vez que esta grande cidade, capital do império Assírio, aparece referida na Palavra. O profeta Jonas havia sido enviado por Deus a ela e, por um tempo, os seus habitantes haviam mudado a sua atitude, arrependendo-se das atrocidades que cometiam. No entanto, o arrependimento dos Assírios não durou muito e, através de Naúm, Deus anuncia a destruição da rebelde e orgulhosa cidade (vs. 1-3). Mesmo neste anúncio de julgamento vemos a misericórdia do Altíssimo que não enviou a destruição merecida (v. 4) sem antes ter tentado tudo para que eles se convertessem. Quando Naúm escreve estas palavras nada faria prever o fim de tão poderosa civilização. Egipto, Babilónia e até a Judeia estavam, de certa forma, sob o seu domínio. A nação prosperava comercial e militarmente. A todos os olhos, eram invencíveis. Menos para o Senhor. Menos de cinquenta anos após as palavras de Naúm, veio o fim. Os seus inimigos aliaram-se contra ela. Durante dois anos, Nínive resistiu a um poderoso cerco. A cidade parecia impenetrável até que uma cheia pouco comum do rio Tigre derrubou uma secção da muralha da cidade. Os soldados inimigos entraram e tomaram a cidade. A lição a aprender é que é loucura tentar resistir ao amor de Deus. Não somos nada comparados com Ele e é Ele que merece que Lhe entreguemos as nossas vidas.            

Nota: Ao seguir a recomendação de Leitura Bíblica Diária, irá ler num ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e Salmos (duas vezes).     

domingo, 2 de dezembro de 2012

(Devocional) Fé e obediência - Lucas 17:1-10

Domingo, 2 de Dezembro de 2012
Leitura Bíblica Diária: Lucas 16-20*

"E disse aos discípulos: É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem vierem! Melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma mó de atafona, e fosse lançado ao mar, do que fazer tropeçar um destes pequenos. Olhai por vós mesmos. E, se teu irmão pecar contra ti, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. E, se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; perdoa-lhe. Disseram então os apóstolos ao Senhor: Acrescenta-nos a fé. E disse o Senhor: Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: Desarraiga-te daqui, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria. E qual de vós terá um servo a lavrar ou a apascentar gado, a quem, voltando ele do campo, diga: Chega-te, e assenta-te à mesa? E não lhe diga antes: Prepara-me a ceia, e cinge-te, e serve-me até que tenha comido e bebido, e depois comerás e beberás tu? Porventura dá graças ao tal servo, porque fez o que lhe foi mandado? Creio que não. Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer."
Lucas 17:1-10  

Esta passagem ensina-nos uma importante lição sobre a fé. Para fazê-lo, Jesus começa por dizer que é impossível não existirem escândalos, ou seja, haverão sempre pessoas que, apesar de dizerem que são fiéis e apesar de terem a responsabilidade de serem fiéis, irá descobrir-se que são hipócritas. Esta é a difícil lição de que todos os homens são inúteis a não ser que estejam a andar consistente e persistentemente com Deus. Nos vs. 3-4, Jesus diz-nos para perdoarmos sempre, mesmo que seja a mesma pessoa a ofender-nos, vez após vez. Sempre que houver arrependimento devemos perdoar. Ao ouvirem isto, os apóstolos disseram, “acrescenta-nos a fé” (v. 5). O que Jesus lhes estava a pedir para fazerem parecia-lhes difícil de mais. A lição é que a vida cristã é impossível sem Cristo. No v. 6, Jesus ensina que não é a quantidade de fé que importa pois mesmo a fé mais pequena pode fazer grandes coisas. O importante não é a quantidade de fé mas o que fazemos por fé. Ao darmos pequenos passos de obediência, estamos a exercer fé em Cristo. Se a nossa motivação não for a mais correcta, iremos exigir receber elogios ou recompensa por cada boa acção que fazemos. Os vs. 7-10 ensinam-nos que a obediência é o mínimo que podemos fazer pois somos servos de Deus. Não devemos obedecer para sermos recompensados, mas porque esse é o nosso lugar. Como podemos viver esta vida fielmente? Morrer para nós mesmos para reflectirmos mais e melhor a luz do Salvador.    

Nota: Ao seguir a recomendação de Leitura Bíblica Diária, irá ler num ano o Antigo Testamento (uma vez) e o Novo Testamento e Salmos (duas vezes).