quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Ministério de Jovens Sustentável (Parte 4)


·      Tudo aquilo que é sustentável demora muito tempo a desenvolver, por isso é importante ir avançando de vitória em vitória e não deixar de apontar os passos que vão sendo completados. Uma das caraterísticas de um bom líder é, para além de ver as coisas como estão, conseguir ver (por vezes ele é o único) as coisas como elas um dia serão. É fundamental que o líder de jovens consiga manter a alegria, mesmo no meio do caos de um ministério em crescimento.
·      Não desvalorize as pequenas tradições e pormenores que fazem parte da cultura e especificidade do seu ministério. Muitas vezes são essas insignificantes tradições que se tornam nos momentos mais memoráveis.
·      Em todas as igrejas e ministérios há espaço para todos. Acreditamos que é Deus que coloca os membros nas igrejas e que Ele tem uma função pensada para todos. Também no ministério de jovens há lugar para todos. Existem, no entanto, algumas funções que são essenciais. O líder de jovens deve estar atento para aqueles com os dons adequados para desempenhar estas funções. Por vezes, a mesma pessoa tem várias destas características:
o   O artesão: Este é o nome de alguém que é capaz de fazer as coisas que são mais práticas no ministério.  Geralmente de confiança, pode perder de vista aquilo que são os objectivos gerais. No entanto, é muito bom em tudo aquilo que se lhe dê para fazer e não tem medo de sujar as mãos.
o   O empreiteiro: Apesar de não ser ele que estabelece os planos, ele é aquele que os conhece muito bem e se certifica que tudo está a ser feito de acordo com os planos. É o primeiro a chegar à obra e o último a sair.
o   O arquitecto: Não faz o trabalho de forma directa, mas é ele que tem a responsabilidade de todo o trabalho. Porque ele estabelece os fundamentos do ministério, a sua missão principal não é fazer o trabalho, mas sim treinar aqueles que fazem o trabalho. O líder do ministério de jovens é o arquitecto de um ministérios que seja sustentável.
·      A escolha do líder de jovens é uma das mais importantes decisões de uma igreja e deve ser dada cuidadosa atenção ao perfil da pessoa que se pretende para este importante trabalho.
o   Duas ideias que podem parecer contraditórias: as igrejas devem estar conscientes do princípio bíblico que “digno é o obreiro do seu salário”. Por isso, não deve escandalizar ninguém que a igreja que assim o entenda pague um salário (a tempo parcial ou integral) à pessoa que ficará responsável pelo ministério de jovens.

o   Ao mesmo tempo, a pessoa que se sinta chamada para este trabalho, não deve reivindicar desde o início o direito ao salário. Não há nada de errado em alguém definir a sua actividade principal como pastor de jovens e ter um emprego à parte que pague as suas contas. Aliás essa é a atitude ideal. É melhor do que aquele que é uma outra coisa sendo líder de jovens à parte.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Ministério de Jovens Sustentável (Parte 3)


·      Depois de este trabalho inicial estar pronto. É importante estabelecer a visão do ministério através da elaboração de quatro documentos importantes:
o   A declaração de missão: Trata-se de uma frase simples que resume aquilo que é o grande objectivo do ministério de jovens. A declaração de missão deve ser definida individualmente por cada ministério, embora não seja errado buscar inspiração naquilo que já foi definido por outros ministérios. Aqui estão dois exemplos de declarações de missão:
§  “O ministério de jovens de (nome da igreja) providencia uma comunidade de amor que lidera e suporta os jovens nas suas caminhadas com Cristo e inspira serviço alegra a Deus e ao próximo.”
§  O ministério de jovens da (nome da igreja) atrai os seus jovens para uma caminhada de fé, prepara-os para uma vida de discipulado, e inspira-os para levar o nome de Cristo a (nome da cidade) e ao mundo.”
o   Objectivos mensuráveis para três anos: Estes objectivos são analisados e revistos todos os anos. De certa forma é colocar por escrito aquilo que imaginamos para o futuro do ministério de jovens. Podemos definir números como objectivo, mas um ministério saudável tem objectivos que são mais qualitativos do que quantitativos. Por exemplo, é diferente dizer queremos ter 40 alunos até ao final do ano do que dizer, queremos que 50% dos nossos alunos sejam leitores regulares da Bíblia ou participem das actividades semanais de evangelização.
o   Uma declaração de valores: A declaração de valores coloca por escrito aquilo que queremos que seja o clima e a cultura dominantes no nosso ministério de jovens. Eis alguns exemplos de uma declaração de valores.
§  “Mostramos compaixão, preocupação, e carinho por outros porque primeiro fomos amados por Cristo.”
§  “Esforçamo-nos por ser por toda a vida discípulos e continuamente crescer na nossa fé.”
§  “Desejamos estar firmes nos fundamentos da nossa fé e comunicar a nossa fé de forma eficiente e confiante perante outros.”
o   Um organograma: O organograma estabelece de uma forma visualmente eficaz quais são as diferentes tarefas do ministério de jovens, os responsáveis por cada área e as diferentes equipas. Posso enviar por email exemplos de organogramas (em inglês).
·      Tal como já foi referido nenhum destes documentos é estático. Deve ser marcada com os responsáveis uma grande reunião anual de revisão e adaptação de cada um dos documentos que balizam o ministério de jovens.
·      Não podemos esperar transformações instantâneas, e nem deve ser esse o nosso objectivo. Devemos prestar atenção naquilo que é a cultura do nosso ministério. Muito mais do ter documentos transformadores do ministério, é necessário ter um ambiente transformador. Por exemplo, não devemos desistir do ministério porque um evento corre mal, ou porque um (ou vários) dos alunos nos desilude. Depois dos fundamentos estarem colocados, é preciso continuar pacientemente a cultivar o ambiente certo.
·      Para implementar um ministério de jovens sustentável o primeiro passo é estabelecer o ambiente correcto, depois partilhar uma visão para o ministério e apenas depois fazer aquilo que geralmente chamamos de “ministério”.  É frequente estas prioridades estarem invertidas.

·      Para começar a mudar o ambiente do ministério de jovens precisamos identificar uma pequena vitória que possa ser apresentada. Esta pequena vitória pode ser o recrutamento e apresentação diante da igreja da nova equipa de voluntários.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Ministério de Jovens Sustentável (Parte 2)


·      O melhor ministério de jovens nem sempre é aquele que tem mais alunos. Algumas das coisas mais importantes que acontecem no ministério com jovens não acontece em grandes grupos, mas nas conversas um-a-um e nos pequenos grupos.
·      Apesar de tudo o que é dito, não existe uma fórmula mágica para o trabalho com jovens. Pensar que tudo depende de apenas um pormenor ou de um método em especial é a forma mais fácil para deixar de investir neste trabalho o suor e os recursos que ele merece.
·      A partir de 50 alunos envolvidos regularmente nas actividades de jovens, as igrejas devem considerar contratar um responsável (sim, isso implica pagar um salário).
·      Para cada 5 alunos nas actividades de jovens, deve haver um voluntário adulto para ajudar. Este rácio permite garantir algo que é fundamental para um ministério de jovens sustentável – o estabelecimento e manutenção de relacionamentos sinceros entre alunos e adultos responsáveis e fiéis.
·      Para que um ministério de jovens seja sustentável, recomenda-se uma abordagem sistémica que lide com dois elementos chave: a arquitectura do ministério e a atmosfera do ministério.
·      A arquitectura do ministério de jovens refere-se às estruturas que garantem a sua sustentabilidade.
·      A atmosfera do ministérios de jovens refere-se à sua cultura, clima e ethos que sustentam a saúde de uma organização.
·      Quando se lida com o ministério de jovens com uma abordagem sistémica, consegue-se ir trabalhando o ministério como um todo em vez de perder tempo a trabalhar o ministério tentando resolver os seus problemas um de cada vez.
·      Sem uma abordagem sistémica o líder de jovens (geralmente é o pastor da igreja numa igreja pequena), passa todo o seu tempo a “apagar fogos”, a resolver os problemas que ele vai identificando, em vez de trabalhar no seu programa como um todo.
·      Para desenvolver uma arquitectura eficiente para um ministério de jovens sustentável, é preciso desenvolver pelo menos cinco documentos de controlo para o ministério.
o   Listas de contactos: Para poder ser uma bênção para os jovens que pertencem ao nosso ministério, precisamos de os acompanhar, saber quem são e ser uma boa influência. Para isso é bom ter uma lista sempre actualizada com os nomes, ano escolar, nomes dos pais e contactos. Também é bom ter uma lista actualizada dos voluntários e de todos os alunos que visitaram os eventos durante os últimos dois ou três anos.
o   Calendário anual de eventos: Deve ser organizado um calendário com todos os eventos importantes do ano. Este trabalho deve ser feito com pelo menos um ano de antecedência.
o   Descrição de funções: As responsabilidades de cada voluntário devem ser colocadas por escrito. Isso será uma ajuda quer para o voluntário, como para o ministério em geral. Estas funções são diferentes de igreja para igreja e devem ser revistas e adaptadas anualmente. Sempre que possível, as funções devem ser delineados por objectivos e não por responsabilidades (por exemplo, é melhor dizer “o voluntário deve encorajar os alunos a ler a Bíblia”, do que dizer “o voluntário deve preencher a ficha semanal de leitura bíblica dos alunos.”
o   Lista de recrutamento: Os líderes devem ter uma ideia de quantos voluntários precisam para o ano lectivo. Deve ser feita uma lista dos membros da igreja que poderão ser úteis para o ministério de jovens. Com bastante antecedência, o líder de jovens deve começar a fazer os contactos para os voluntários para o anos seguinte. Todas as semanas, o líder dedica algumas horas apenas para este trabalho. A selecção e recrutamento dos voluntários certos, é um dos trabalhos mais importantes do líder de jovens.

o   Modelo de conteúdos: Deve ser feito um esforço para ter uma lista de lições e temas suficiente para três anos. Apesar de nada ser estático, haver um programa já preparado, e reutilizável a cada três anos, retira do líder uma enorme pressão e evita as repetições. A existência de um modelo e conteúdos faz com que o líder não seja movido apenas pelo “problema do dia” e dará mais tempo ao líder para se concentrar naquilo que é mesmo importante – estar disponível para ser uma influência transformadora nas vidas de voluntários e alunos.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Ministério de Jovens Sustentável (Parte 1)


Recentemente terminei a leitura do livro “Ministério Jovem Sustentável: Porque é que a maioria dos ministérios de jovens não dura e o que é que a sua igreja pode fazer acerca disso?” de Mark deVries. Achei que o livro está carregado de bons pensamentos e desafios e resolvi resumir alguns destes pensamentos aqui. Como sempre, estou aberto aos comentário e questões que queiram enviar através desta página.

Apesar deste resumo ser o meu olhar em particular relativamente a este livro e, por vezes os meus pensamentos se confundirem com os pensamentos que retirei do livro, não posso dizer que estou sempre de acordo com o autor. No entanto, acredito que o tema é tão importante que são bem vindos todos os pensamentos e todas as perspectivas. Aquilo que é útil para o meu ministério, pode não o ser para outra igreja. E vice-versa.

·      Por vezes vemos os ministérios com jovens de algumas igrejas e pensamos, “é mesmo aquilo que eu quero.” Quando começamos, queremos fazer tudo, de uma só vez. O resultado? Desânimo e frustração. Por causa disto, muito têm chegado à conclusão que não vale a pena trabalhar com jovens.
·      Quando o ministério com jovens não está a resultar, muitas vezes pensa-se que se trata de um “erro de casting” daqueles que são os seus líderes. Em vez de mudar a forma de fazer as coisas, ou as expectativas irrealistas, pensa-se que ao mudar-se os líderes, os problemas magicamente serão todos resolvidos. No final tem-se uma igreja frustrada, pais frustrados, e líderes que começam a pensar que não serão capazes. Muitas pessoas fieis e sinceras têm sido “queimadas” por tentarem colocar em prática as expectativas irrealistas das igrejas e aqueles que elas mesmo erguem.
·      Muitas igrejas têm o complexo da “super-estrela”. Querem um líder de jovens capaz de fazer tudo sozinho e de agradar a todos. A cura para este complexo passa por um envolvimento de muitas pessoas no ministério de jovens e não esperar que apenas uma pessoas cheia de talentos seja capaz de resolver todos os problemas.
·      As igrejas com o complexo da “super-estrela” acham sempre que “alguém de fora” precisa de vir e resolver os problemas com o ministério de jovens. Muitas vezes, pessoas capazes dentro da igreja não são convidadas a envolverem-se, porque a solução, pensam eles, “precisa de vir de fora”.

·      Alguns ministérios que não estão debaixo da autoridade de qualquer igreja local aproveitam-se deste complexo da “super-estrela” para oferecer soluções milagrosas às igrejas. Assim, e sempre a troco de um valor monetário, são oferecidos livros, concertos, associações, alianças, programas, etc. que, por não estarem submissos a uma igreja local, são muito mais permeáveis e erros de doutrina.   

sábado, 31 de agosto de 2013

O vídeo que está a fazer os ateus repensarem a sua posição.

Este vídeo está correr o mundo e está a sacudir os alicerces daqueles que pensavam que a teoria da evolução era uma boa explicação para a origem da vida. Agora traduzido em português, você pode assistir e recomendar aos seus amigos ateus. O ateísmo é baseado uma fé cega sem qualquer fundamento racional. Isso é algo que fica claro se reparar nas respostas de alguns dos mais brilhantes cientistas evolucionistas entrevistados neste documentário.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Até ao nosso regresso!

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Está tudo pronto! Só faltam alguns dias para a nossa grande viagem. Para aqueles que ainda não sabem, eu e a minha esposa vamos estar ausentes de Portugal durante quase um ano. Temos a oportunidade de ir visitar igrejas nos Estados Unidos e no Canadá (talvez mais de 80 igrejas), para lhes falar da visão que temos de plantar igrejas em Portugal. 

Esta não é uma altura fácil para nos irmos embora. Muitas coisas estão a acontecer no ministério em Portugal. Acabámos de entregar um certificado teológico a um aluno que terminou o nosso Instituto Bíblico e ajudámos a IBEV em Albufeira a consagrá-lo como pastor. Temos uma nova igreja a nascer em Castanheira do Ribatejo. Estamos prestes a começar o novo ano lectivo do Instituto e temos vários interessados em ingressar. Temos visto almas salvas e crentes baptizados. Tudo pelo poder e para a glória do nosso bom Deus.

Também é difícil ir embora devido a todo o amor que temos pelas pessoas que deixamos para trás. Este domingo será o nosso último em Albufeira e já estamos a prever um dia cheio de emoções fortes. Gostaríamos de convidar todos os nossos amigos a estarem presentes no culto das 11:00. Vai ser a nossa oportunidade de vos dar um abraço colectivo. Não se trata de um adeus, mas sim de um até breve. Mesmo assim é difícil.

"Quem fica a cuidar da igreja de Albufeira?" Deus é tão bom que Ele começou a tratar deste assunto mesmo antes de estes planos se começarem a formar. O pastor Lenildo Monteiro, com a preciosa ajuda da sua família, tem provado ser um obreiro fiel e capaz. Tem sido também um privilégio ver a forma como toda a igreja parece revigorada, com os seus membros a assumirem novas funções e todos a unirem-se em torno do alvo comum - a glorificação do nome de Jesus. 

Algumas pessoas perguntam como podem ajudar. Precisamos da ajuda de todos em oração. Se pudéssemos ter um grupo de pessoas fiéis a orar diariamente por nós, sabemos que os objectivos seriam mais facilmente alcançados. Agradecemos também as vossas mensagens de encorajamento através dos meios de comunicação que temos ao nosso dispor nos dias de hoje. 

Manteremos todos informados acerca do nosso percurso. Obrigado a todos e até ao nosso regresso.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Nasci de Novo!

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Foram muitos os que me abordaram transmitindo a satisfação que sentiram num recente culto da nossa igreja ao ver sete pessoas, de idades, nacionalidades e percursos de vida bem distintos, a darem testemunho de terem sido salvas pelo mesmo Salvador. Devo confessar que foi uma ocasião que encheu também de alegria o meu coração. Estas almas salvas e prontas a dar glórias Àquele que os salvou são, segundo as palavras eternas da Bíblia, frutos que serão creditados na conta da nossa igreja. O trabalho de evangelização e discipulado é o trabalho mais importante da nossa igreja em Albufeira e não nos podemos esquecer disso. Quando começamos e desenvolvemos ministérios e actividades, o foco deve ser a vontade de Deus. Ou seja, que quem não é salvo, possa ouvir falar de Jesus e quem já é salvo, possa aprender mais da Palavra. Vou dar um exemplo, a nossa igreja organiza quase todas as semanas um jogo de futebol para os seus membros e aberto à comunidade. Esse jogo começa sempre com um versículo e uma oração. Esta é uma actividade saudável e que oferece aos cristãos de Albufeira uma alternativa às actividades pecaminosas oferecidas a toda a nossa volta. No entanto, o objectivo principal não é entreter os membros da igreja, mas sim glorificar a Cristo. A igreja nunca se deve fechar sobre si mesma. Que o nome de Jesus continue a ser exaltada a mais almas salvas para a Sua glória.

Para mais informações sobre a Igreja Baptista Esperança Viva:

www.ibev.pt
www.facebook.com/esperancaviva

Siga o Pr. Mark no Twitter @bozango