sábado, 21 de junho de 2014

Pastor Lenildo Monteiro

Lenildo e eu
Quero escrever algumas palavras sobre o meu amigo, Pr. Lenildo Monteiro. Ele não precisa que eu escreva esta recomendação, pois a sua vida e ministério dão testemunho suficiente. Também é importante que fique claro que ele não me pediu, nem sequer sabe que o estou a fazer, que eu escrevesses este texto. Ele nem que se chame muito a atenção sobre ele. No entanto, acho importante nesta altura escrever algumas coisas sobre este meu amigo.
Conheci o Pr. Lenildo em 2005. Nessa altura eu estava no início do meu ministério, e ele tinha vindo a Portugal para trabalhar durante alguns meses. Ele tornou-se imediatamente uma das presenças mais fiéis nas actividades da nossa igreja. Para além de estar em todos os cultos da igreja, acompanhava-nos também no trabalho semanal que desenvolvíamos em Armação de Pêra. Quando chegou a altura de ele voltar para o Brasil, pouco tempo depois, senti a falta dele.
Porque ele tinha família na nossa igreja, continuei a receber notícias dele e vi que havia a possibilidade de um dia o Pr. Lenildo voltar para viver em Portugal, desta vez com toda a sua família.
Finalmente, o dia chegou. Primeiro ele, depois a família. Mais uma vez foi imediata a ligação do Pr. Lenildo, e da sua família, a todos os ministérios da igreja.
Quando recomeçámos as aulas do Instituto Bíblico Esperança Viva, o Pr. Lenildo foi o nosso primeiro aluno. Ele completou todas as tarefas e todos os estudos de forma dedicada. O seu crescimento, em doutrina e utilidade no ministério, foi facilmente observado e reconhecido por todos. Depois de anos de estudo, o Pr. Lenildo recebeu o seu diploma em Estudos Bíblicos e Pastorais. Queremos mais alunos assim. Acho que o treinamento de pastores e obreiros, ao mesmo tempo que os envolvemos nas actividades da igreja, é o modelo ideal de treinamento e um que tenciono continuar a usar no futuro. A minha oração é que eu possa ver uma geração inteira de novos pastores que seja usada por Deus para mudar a face do nosso país.
Para além dos seus estudos e ministérios na IBEV, eu e o Pr. Lenildo desenvolvemos uma amizade e ligação pessoais. Dou graças a Deus por poder tê-lo como amigo.
O dia chegou em que a igreja se propunha consagrar o Pr. Lenildo para o trabalho do evangelho. Convidei um grupo de pastores idóneos para o examinarem diante de toda a igreja. Penso que o que espantou a maioria das pessoas presentes naquele evento, foi o conhecimento que o Pr. Lenildo demonstrou ter das Escrituras. Ao longo de todo o exame, foram muitos os versículos que foram citados de memória por este nosso irmão. No final, o concílio recomendou à igreja que ele fosse consagrado e foi o que a igreja fez por unanimidade no dia seguinte.
Desde Agosto que o Pr. Lenildo desempenha na IBEV as funções de pastor assistente. No entanto, devido à minha ausência, é ele quem efectivamente tem desempenhado todas as funções do pastor principal da igreja. Deus tem mostrado a Sua graça sobre a sua vida e ministério. Almas têm sido salvas e novos membros foram acrescentados à igreja.
O Pr. Lenildo cedo deixou a escola para começar a trabalhar. A vida assim o exigiu. Ele é o primeiro a reconhecer que tem algumas dificuldades na Língua Portuguesa. Temos um plano em marcha para desenvolver essa área e o Pr. Lenildo continua dedicado nos seus estudos. Penso que as melhorias são visíveis e que o desenvolvimento continuará.
Este texto já vai muito longo mas queria que todos soubessem da capacidade de trabalho, humildade, dedicação à família e ao ministério que são marcas da vida deste servo do Senhor.
Não existem pessoas perfeitas. Todos somos pobres pecadores perdidos e inúteis. Se não fosse a graça de Deus, todos estaríamos perdidos por igual. Reconhecemos na vida do Pr. Lenildo aquilo que o Senhor tem feito por ele.
O Pr. Lenildo Monteiro é, na minha opinião a pessoa, dada por Deus, para continuar à frente da igreja de Albufeira. As minhas orações, nesta semana que amanhã começa, estão com a nossa igreja de uma forma especial.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Estamos quase de volta - Os nossos planos

 

Plano de negocios 3

É com alegria que anunciamos que no próximo dia 2 de Julho estaremos de volta a Portugal. Gostaria de partilhar de forma pública alguns dos planos que têm tomado forma nos últimos tempos.

Este passado domingo, nos cultos em Albufeira, foi lida uma carta minha que partilhava com aqueles irmãos que, para que nos possamos concentrar de forma mais útil no ministério de plantação de igrejas e treinamento de liderança, não poderei continuar a ser o pastor daquela igreja. 

Deus tem cuidado e dirigido todos estes planos. Agradecemos a Ele pelo servo capaz que tem estado a cuidar da igreja de Albufeira. Sob a liderança do pastor Lenildo Monteiro, aquele igreja tem visto almas salvas e vidas dedicadas a Ele. Recentemente houve baptismos e no total foram 7 os novos membros que se juntaram à igreja. 

No próximo dia 26, terça-feira, haverá uma reunião dos membros da igreja com o objectivo de eleger o pastor Lenildo como pastor principal. Encorajo todos os membros a estarem presentes e a unirem-se em oração para que todo o processo decorra de forma a dar glória ao nosso bom Deus.

Estaremos em Albufeira logo no primeiro domingo do nosso regresso a Portgual, dia 6 de Julho. Convidamos todos os nossos irmãos e amigos a estarem presentes naqueles cultos (manhã e noite) para que os possamos ver a todos. Será uma alegria reencontrar todos aqueles de quem sentimos tantas saudades.

Abaixo vai cópia da carta que enviei aos membros da IBEV que explica de forma detalhada as razões para este passo e os planos que conseguimos antever para o futuro próximo.

Estados Unidos, 28 de Maio de 2014
Queridos irmãos,

Escrevo-vos esta carta orando para que estejam todos bem e caminhando fielmente com o Senhor, nosso Salvador.

Escrevo-vos pois está próxima a data do nosso regresso e gostaria de todos estivéssemos por dentro de todos os planos que o nosso Deus tem colocado à nossa frente. 

Se se lembram, a nossa vinda aos Estados Unidos está relacionada com o trabalho missionário que já está em curso no nosso país. O que nos move é a grande necessidade que Portugal tem da esperança que apenas as boas novas de Jesus lhe podem dar. Deve comover-nos diariamente a grande quantidade de almas portuguesas que todos os dias vão para uma eternidade sem Deus.

Em Portugal, segundo tudo o que tenho pesquisado, e apesar de mais de 100 anos de missões baptistas, menos de 1% da população tem Jesus como seu Salvador pessoal e eterno. Apesar de o nosso país estar dividido em 308 concelhos, existem menos de 100 igreja baptistas e, infelizmente, muitas delas têm ao longo dos anos abandonado a fidelidade à Palavra de Deus. Estes números devem levar-nos a continuar no trabalho já começado.

Viemos aos Estados Unidos para procurarmos igrejas que desejassem colaborar financeiramente connosco. Damos graças a Deus pela boa respostas que temos tidos das igrejas que temos visitado. Aquilo que demora a alguns missionários vários anos a fazer, temos conseguido, pela graça de Deus e pelas vossas orações, em apenas alguns meses.

É com alegria que temos recebido os relatórios acerca do como as coisas caminham em Albufeira na nossa ausência. Damos graças a Deus por todas as vitórias alcançadas, quer em Albufeira, como em Castanheira. Almas têm sido salvas e crentes têm sido baptizados. Recentemente tivemos em Albufeira uma conferência de missões em que foi óbvio o mover de Deus nos vossos corações e vidas. Em todas estas coisas tem sido evidente a mão de Deus na vida e ministério do Pr. Lenildo. Dou graças a Deus por ele. Sem dúvida tem sido a pessoa certa para o trabalho que lhe foi confiado. 

Saimos de Albufeira em Agosto com o seguinte plano. Quando voltássemos a Portugal, eu e a irmã Aura iríamos estar mais dedicados ao trabalho de evangelização e plantação de igrejas. O Pr. Lenildo trataria do dia-a-dia da igreja durante a semana e eu voltaria ao fim-de-semana para pregar, principalmente ao domingo de manhã.

Há algum tempo, fui confrontado com uma outra necessidade. O Pr. Allen, da nossa missão de Castelo Branco, está há alguns anos a necessitar de ir aos Estados Unidos apresentar-se diante das igrejas que o apoiam. Esta necessária viagem, tem sido adiada porque o Pr. Allen não tem quem o substitua na igreja de Castelo Branco. Assim, o Pr. Allen pediu-me para eu o substituir em Castelo Branco, enquanto eles vão aos Estados Unidos. Isto significava que eu teria de ficar em Castelo Branco, de forma definitiva entre Setembro deste ano até Maio de 2015.
Quanto mais eu pensava e orava sobre tudo isto mais o Senhor ia falando comigo. Fui ganhando consciência que não fazia sentido eu ficar com o título de pastor principal da igreja de Albufeira, e ficar a maior parte do tempo fora. Não seria justo para com os membros da igreja, não seria justo para o Pr. Lenildo e, acima de tudo, penso que não seria bíblico.

Busquei conselhos de vários pastores sobre este assunto e este não é um passo que eu dê de forma apressada. Depois de ter reunido com a liderança da igreja, resolvi apresentar a minha demissão como pastor principal da igreja de Albufeira e propor que o Pr. Lenildo Monteiro seja aprovado por vós para ser o próximo pastor da Igreja Baptista Esperança Viva. Esta votação será feita numa reunião que por este modo convoco para o próximo dia 26 de Junho, terça-feira, pelas 17:00. Eu continuarei a ser o pastor da igreja até que o processo electivo esteja concluído.

Quero deixar bem clara a necessidade de nos unirmos em oração e uns aos outros nesta fase da história da nossa igreja. Não é a primeira vez que a nossa igreja muda de pastor, mas estes momentos, se não tivermos os devidos cuidados, podem ser usados pelo inimigo para destruir o que tem sido feito. Tendo em conta os projectos que estão em marcha e o alvo que queremos atingir, gostaria de poder contar com o apoio de todos. 

Eu amo-vos a todos em Cristo. Eu e a irmã Aura estamos tristes por deixar uma cidade onde vivemos desde que casámos em 2004. Principalmente estamos tristes por deixarmos uma igreja que é a nossa igreja. A maioria de vocês foram evangelizados, baptizados e discipulados directamente por mim. Quer queiram, ou não, farão parte de mim para sempre.

Os próximos tempos avizinham-se cheios de bênçãos e projectos. Estaremos em Albufeira no domingo, 6 de Julho. Será bom rever-vos a todos. A 21 de Julho começam os acampamentos no Monte das Oliveiras (este ano temos dois acampamentos). Em Agosto, em Albufeira, provavelmente nos dias 23-24, teremos a consagração do irmão Tito Pereira ao ministério pastoral. Após o regresso do Pr. Allen em Maio de 2015, eu e a irmã Aura iremos viver para a região da grande Lisboa e desenvolver o nosso trabalho de plantação de igrejas e treinamento de obreiros a partir de lá, sempre com a vossa ajuda.

Eu e a irmã Aura não vamos estar longe. Uma das coisas que descobri em todos os milhares de quilómetros que temos feito nos últimos tempos, é que Portugal é bastante mais pequeno do que eu pensava. Não existirão distâncias entre nós. A igreja e o Pr. Lenildo contarão sempre com o nosso apoio e iremos ver-nos com bastante frequência. 

A minha oração por vós é que se mantenham firmes em Jesus, vosso Salvador e que se mantenham atentos e desejosos de ver a mão poderosa do Senhor a trabalhar em vós, e através de vós.

Em Cristo, que nos une,
Pr. Mark Pereira 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

5 Maneiras para Aproveitar ao Máximo o seu Natal


O cristão nascido de novo já sabe que o Natal é mais do que a frustração de correr de um lado para o outro a fazer compras com dinheiro que não se tem para impressionar pessoas de quem não se gosta. Apesar de ser uma festa com tradições que têm pouco a ver com o Jesus da Bíblia, esta época do ano abre algumas boas oportunidades para aquele que não perder de vista aquilo que realmente interessa.


  1. Coloque-se no seu devido lugar: Todas as lojas, de todos os centros comerciais estão atrás do seu dinheiro durante estas festas. Muitas das campanhas de publicidade irão tentar convencê-lo de que você deve até comprar uma prenda para si mesmo. Assim, uma festa que deveria ser dedicada ao amor ao próximo, tem o perigo de se tornar um encorajamento ao egoísmo. Neste Natal não perca de vista quem você é - um pobre e indigno pecador perdido se não fosse um tão grande Salvador.   
  2. Aproveite para testemunhar: Mesmo que muitas vezes esquecido, o Natal é a celebração do nascimento de Jesus Cristo. Sabemos que esta é uma data pagã, reciclada pelo Catolicismo. No entanto, muitos vão estar mais receptivos a ouvir falar de Jesus. Você já confia em Cristo como seu Salvador pessoal? Tem a certeza da sua salvação? Já recebeu o perdão de todos os seus pecados? Maravilha! Aproveite o Natal para contar a alguém como Jesus é especial para si.
  3. Influencie para a solidariedade: O Natal tem o potencial de se tornar numa enorme festa do egoísmo e materialismo. No entanto, podemos aproveitar para ensinar a gratidão em vez do egoísmo. Muitos são os que precisam de ajuda nesta época do ano e podemos levar as nossas crianças em acções solidariedade. Quem sabe a sua igreja tem algum ministério de ajuda planeado. Não podemos perder de vista que, se temos alguma coisa, isso deve-se ao amor de Deus. Temos de ensinar outros a serem agradecidos. 
  4. Não se esqueça da sua igreja: Todos os crentes nascidos de novo devem procurar ser membros de uma boa igreja, onde a graça de Deus é manifestada e a Palavra ensinada. Muitas igrejas apresentam programas especiais de Natal. A sua igreja é uma maravilhosa família. É na sua igreja local que você irá desenvolver os seus dons para a glória de Deus. Não se esqueça da sua igreja neste Natal.
  5. Decida colocar Cristo no centro do novo ano: Nesta altura do ano muitos começam a traçar objectivos e alvo para o ano novo. Nos seus sonhos e projectos, não se esqueça de colocar Cristo no centro. Procure fazer dos planos de Deus os seus planos. Ele quer fazer uma obra maravilhosa em si e através de si. Infelizmente, Jesus não é o centro de todos os natais, mas Ele pode ser o centro da sua vida. 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Os Direitos dos Missionários

Li recentemente o pequeno livro “Have We No Rights? A frank discussion of the “rights” of missionaries” (“Não Temos Direitos?” Uma discussão franca dos “direitos” dos missionários”), escrito por Mabel Williamson. Este livro foi escrito a partir da perspectiva da China Inland Mission (a missão fundada no século XIX pelo missionário Hudson Taylor), por isso muitos dos argumentos são ilustrados com os métodos próprios que aquela organização tem de organizar o trabalho missionário. No entanto, gostei de ler o livro e gostaria de partilhar alguns dos pensamentos que dele retirei.

A maioria dos cristãos luta toda a vida com a ordem dada pelo Senhor quanto a “morrer para si mesmo”. Existe até a tentação de nos sentirmos bom connosco mesmos pelos dias em que nos “portámos bem”. Para o missionário, “morrer para si mesmo” não é uma opção. Quando ele menos espera, ele é lembrado do quão pouco valem os seus “direitos”. Para o missionário a questão não é se ele irá abrir mão dos seus direitos, mas como ele reage quando se torna óbvio que ele não os tem. Eis alguns dos “direitos” que os missionários têm de estar disponíveis para abrir mão, ao esforçarem-se para serem usados por Deus para a Sua glória.

·      O direito de ter o que é considerado um padrão de vida normal: Para poder ganhar o coração daqueles que quer alcançar, o missionário tem de chegar ao ponto de se sentir em casa nas suas casas. Também, quando as pessoas vêm visitar o missionário, é necessário que elas se sintam confortáveis. Isto será diferente em lugares diferentes, mas o princípio é o mesmo.

·      O direito de ter as protecções normais quanto à saúde: Existem certas coisas que pensamos que temos de fazer para podermos ficar saudáveis. Algumas dessas coisas não são iguais no campo missionário. Será que eu estou disposto, em certas situações, a abrir mão de alguns cuidados de saúde de forma a não ofender as pessoas que eu estou a tentar alcançar?

·      O direito de tratar dos meus assuntos pessoais como eu quero: De forma geral, nunca é boa ideia levantar um problema por os padrões de outra pessoa serem mais elevados do que os meus. Mas por vezes o facto de os meus padrões serem melhores trata-se apenas da minha opinião. Será que sou capaz de seguir os padrões de outra pessoa mesmo quando não os entendo e ninguém sequer é capaz de me explicar a lógica que os governa?

·      O direito à privacidade: Muitas vezes a simples presença do missionário é suficiente para ganhar a atenção das pessoas. Parece nunca haver um lugar onde ele possa ir sem que as pessoas o olhem fixamente. Aquilo que pode parecer desconfortável, pode na verdade ser usado no ministério. O missionário deve querer que as pessoas olhem para ele e passem a conhecê-lo. Ele pode usar isto para apontar estas pessoas para Cristo.

·      O direito ao meu tempo: Temos de aprender, quanto mais depressa melhor, que temos de ser guiados pelo Senhor mesmo na forma como os nossos dias acabam por se desenrolar. Se o nosso coração não estiver onde deve, podemos ficar frustrados que o Senhor nos levou a fazer uma coisa que não se encontrava prevista no nosso horário previa e cuidadosamente planeado.

·      O direito a um relacionamento amoroso normal: Muitos têm aceite a chamada missionária sendo solteiros. A sua dedicação ao Senhor irá significar que eles não terão um relacionamento tal como as outras pessoas. Simplesmente não há tempo! Alguns recebem do Senhor o dom de ficarem solteiros, a maioria não. De uma forma ou de outra, será que estamos dispostos a fazer Dele o nosso companheiro e descansar no facto de que pertencemos a Ele?

·      O direito a uma vida familiar normal: Ter um lar cristão é um desafio. Tê-lo no campo missionário, é um desafio ainda maior. Não nos devemos esquecer que queremos ter um lar que honra a Cristo. Para o missionário, um lar onde cada um se nega a si mesmo e são feitos sacrifícios por causa do ministério, é um lar com Cristo no seu fundamento. O alvo é Cristo e não a normalidade.

·      O direito a viver com as pessoas que eu escolher: Sempre haverão problemas entre pessoas. Qualquer missionário irá sempre sentir que, se tivesse de escolher, preferiria trabalhar com outras pessoas. No meio de tudo isso, temos de nos lembrar que há alguém que podemos escolher como companheiro íntimo. Jesus está sempre presente e Ele é de confiança.

·      O direito a sentir-se superior: A maioria de nós, quer estejamos ou não dispostos a admiti-lo, pensa que a nossa forma de fazer as coisas é a melhor. Por vezes nem nos damos conta de que o fazemos. Temos de nos esforçar para estarmos conscientes disto e aceitar as formas que as pessoas que queremos alcançar têm de fazer as coisas.

·      O direito de liderar: O trabalho dos missionários plantadores de igrejas não é fazer o ministério. O trabalho deles é treinar pessoas do campo missionário para fazer o ministério. O trabalho tem de ser feito de forma a não ser completamente dependente do missionário. Para poder fazer isto, o missionário tem de deixar de fazer certas coisas que ele faria melhor (ou pensa que faz melhor).


Não penso que este livro tenha sido escrito para desencorajar pessoas de embarcarem numa vida de serviço cristão. De facto, o último capítulo do livro aponta para Aquele que viveu sem ter quaisquer direitos. Jesus abdicou da Sua vida e de tudo o que tinha, para poder ser o nosso redentor. Ao confiarmos Nele, e não naquilo que pensamos serem os nossos “direitos”, estaremos a caminhar mais próximos a Ele e Ele nos tornará mais parecidos com Ele.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Ministério de Jovens Sustentável (Parte 8)


·      Deve ser dada especial atenção a fazer com que o visitante se sinta bem-vindo após a sua primeira visita:
o   Uma pequena carta no dia seguinte à primeira visita. A carta agradece a visita, é assinada pessoalmente pelo líder e mostra como o visitante pode saber mais informações.
o   Uma chamada telefónica geralmente feita por alguém treinado que seja do mesmo ano escolar e, de preferência, da mesma escola. A chamada procura saber o que o visitante achou da visita.
o   Todos os meses deve ser gerada uma lista dos alunos que não assistiram a quais quer actividades nos últimos 30 dias. São tentados contactos com a família e com o aluno com vista a tentar ajudar e recuperá-lo para o ministério. Geralmente é alguém da liderança do ministério que faz este trabalho.
·      Os líderes de jovens devem ser realistas e saber que nas igrejas existem por vezes divisões e que nem sempre todos estão de acordo. O líder de jovens deve fazer parte da solução e nunca dos problemas. O líder de jovens é uma extensão do pastor da igreja e nunca deve fazer nada que seja contrário ao ministério do pastor.
·      Antes de qualquer mudança de fundo na forma de fazer o ministério de jovens, o líder deve certificar-se que tem o maior número de pessoas a apoiar aquilo que vai ser feito. A atitude nunca deve ser, “ninguém me entende, mas eu vou avançar na mesma, porque depois de estar feito, vão concordar comigo.”
·      O líder de jovens deve saber que sempre haverão críticas e ele deve ser o seu maior crítica. No entanto, as críticas devem ser consumidas como se consome pastilha elástica. Deve-se mastigar um pouco, mas nunca engolir.
·      Quando se quer muito a mudança, e se tem uma visão grandiosa de construir um ministério de jovens sustentável, pode cair-se no perigo de tentar atalhos para chegar aos objectivos. Eis alguns dos atalhos que são tentadores:
o   A tentação de avançar para o “nível seguinte” sem se estar completamente preparado.
o   Copiar aquilo que é feito noutra igreja ou ministério, sem ter em conta as suas próprias especificidades.
o   Pensar que tudo mudará por se mudar de sala, ou investir em tecnologia.
o   Pensar que quanto mais actividades no calendário, melhor.

·      Não se deve ter medo do trabalho de preparação. Por vezes são necessários meses de reuniões de um pequeno grupo de pessoas até o ministério estar pronto para “arrancar”.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Ministério de Jovens Sustentável (Parte 7)


·      Os ministérios de jovens sustentáveis são aqueles que são organizados de forma a que cada aluno tenha vários adultos no ministério a quem possa recorrer. É um enorme erro desenvolver uma estratégia de “conselheiro único”. Não é ninguém que tenha tempo para tudo. Cada voluntário do ministério de jovens de receber treino e encorajamento para que possa ser uma influência cristã positiva.
·      O trabalho de recrutar voluntários para o ministério de jovens é dos mais importantes para o líder de jovens.
o   Muitas vezes comete-se o erro de pensar que ninguém que ajudar e que temos de fazer tudo sozinhos.
o   Muitos que se queixam que não conseguem arranjar quem os ajude, não dedicam qualquer tempo durante a semana em chamadas, emails, ou conversar para tentar apresentar o ministério e convencer alguém a ajudar.
o   O recrutamento um a um, através de uma lista preparada com antecedência, é melhor do que fazer um apelo geral no Boletim, ou no culto da igreja. Por vezes as pessoas que respondem a estes apelos gerais não são as melhores pessoa para ajudar com o ministério. Podemos até estar a dar uma oportunidade a pessoas com más intenções e temos de estar atentos. Também não é boa ideia dar a ideia que o ministério de jovens está desesperado por ajuda. Servir ao Senhor é sempre um privilégio.
o   Assim, recomenda-se que o líder de jovens dedique pelo menos cinco horas por semana em esforços de recrutamento. Recrutar ajuda é difícil, não há atalhos, mas o trabalho árduo dá sempre bons resultados.
·      Eis alguns conselhos para o processo de recrutamento de voluntários num ministério de jovens sustentável.
o   Comece o mais cedo possível a preparar o ano seguinte
o   Tenha uma lista com vários nomes para as diversas posições a ocupar:
§  Professores de EBD
§  Ajudantes de EBD
§  Líderes de grupos de jovens
§  Líderes de pequenos grupos
§  Companheiros de oração
§  Líderes de retiros
§  Coordenadores de eventos
o   Depois de recrutado, a função do líder de jovens é dar ao voluntário toda a ajuda que ele necessita para se desenvolver. O melhor líder é aquele  que acrescenta valor àqueles que estão à sua volta. O líder de jovens ensina, encoraja e celebra os feitos daqueles que aceitam dar do seus tempo ao ministério de jovens.
·      Um ministério de jovens sustentável é aquele que promove uma cultura de amizade em que a primeira visita de um jovem a qualquer das suas actividades seja uma experiência significativa. Deve ser dada atenção a todos os elementos que compõem as actividades do ministério de jovens:
o   Saber como chegar à igreja
o   A entrada na igreja
o   Saber com facilidade onde é o lugar da reunião
o   A entrada na sala da reunião
o   Ligar o visitante imediatamente a um aluno em especial
o   O preenchimento do cartão de visitante
o   Encontrar um lugar para sentar
o   A participação na actividade
o   Ir embora com algo em concreto na mão.
o   Ir embora sabendo como encontrar respostas sobre o ministério de jovens.
o   Escolher voltar

o   Sentir-se querido depois de se ir embora